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  • Contato Brasil, 20 de setembro de 2020 04:35:16
Em Tempo Real
  • 16/09/2020 08h00

    REPERCUSSÃO: Mercado vê a fala de Bolsonaro sobre Renda Brasil como o “fim” da PEC do Pacto Federativo

    Setores do chamado Mercado também vêm que ainda há espaço para o novo programa
    Foto: Pedro França/ Agência Senado e arquivo Política Real

    Senado Mário Bittar é relator da PEC do Pacto Federativo

    ( Publicada orginalmente às 14h 17 do dia 15/09/2020) 

    (Brasília-DF, 16/09/2020) O chamado “Mercado Financeiro”, com sua estrutura de informação, já faz suas avaliações sobre a declaração do Presidente Jair Bolsonaro sobre o encerramento da discussão do Renda Brasil

    Com a declaração de Jair Bolsonaro de que não se falará mais em Renda Brasil durante seu governo e que não irá retirar nenhum benefício hoje existente, a PEC do Pacto Federativo perde a importância que vinha tendo. Os agentes políticos do mercado avaliam que ele deverá se voltar tão somente aos chamados gatilhos para ajuste do “Teto de Gastos”.

    Como é sabido, a criação dos chamados gatilhos era uma forma de lidar com despesas que poderiam furar o chamado teto de gastos. Apesar da alegação de que não vai ter mais Renda Brasil ,isso não quer dizer que não vai acabar a pressão para aumentar gastos.

    Na equipe econômica, a leitura foi a de que as pressões para financiar um programa de transferência polpudo não devem ceder, ao menos por hora, e que Bolsonaro demonstrou ter noção clara de que, sem fonte, não tem Renda Brasil. De imediato, restará encontrar recursos para obras de infraestrutura, algo estimado em torno de R$ 10 bilhões, um valor que pode ser alcançado somente com as mudanças propostas na PEC do Pacto, originalmente.

    O senador Márcio Bittar(MDB-AC), relator da PEC do Pacto Federativo, um aliado de Guedes, ficou irrigado, segundo fontes, com o vazamento propositado pela equipe econômica de suas teses. O senador pretendia levar ao Congresso um texto construído a partir de consenso político.

    O Mercado está convencido que um programa maior que o Bolsa Família atual vai sair, pois a pressão que vem do Centrão é muito grande, especialmente para projetos eleitorais.

    O líder do PP e líder informal do centrão, deputado Arthur Lira(PP-AL), disse que “precisam ser encontradas alternativas de financiamento  para o Renda Brasil”.  Para o deputado, o programa não está descartado. “Só não podemos congelar salários nem aposentadorias e muito menos tirar de quem mais precisa”, afirmou à XP Política.

    Arthur Lira é líder do PP na Câmara

    (da redação com informações de redes sociais. Edição: Genésio Araújo Jr)