• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 14 de novembro de 2019 01:17:01
publicidade


Nordestinas
  • 11/10/2019 20h53

    ÓLEO NAS PRAIAS: Para evitar que o óleo chegue ao São Francisco é possível que se aumente a vazão de Xingó; ANA fez a proposta que não irá afetar a segurança hídrica na região

    Medida ainda vai depender de novas informações
    Foto: Água, Vida &Cia

    Hidoelétrica de Xingó entre AL e SE

    (Brasília-DF, 11/12/2019)  A crise do óleo nas praias nordestinas chegou ao litoral baiano nesta sexta-feira,11, mas o destaque é a possível chegada do óleo na foz do rio São Francisco, com isso houve uma reunião reunião extraordinária da Sala de Acompanhamento da Operação do Sistema Hídrico do Rio São Francisco.     O objetivo foi avaliar a situação do Baixo São Francisco desse novo momento preocupante. Foi aprovada, então, pelos participantes uma proposta da Agência Nacional de Águas (ANA) para aumento da vazão na hidrelétrica de Xingó (AL/SE). A razão é óbvia afastar a chegada das manchas de óleo.

    MAS NÃO É PARA AGORA

    Esta medida somente será adotada caso a análise ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) identifique risco de contaminação da água do rio pelo óleo na região próxima à foz.  Atualmente,  a vazão  é de aproximadamente 800m³/s e com o possível avanço a vazão seria de 1.300m³/s.

    Se esta medida preventiva for necessária, as águas que passam por Xingó, que é a fio d’água (não possui reservatório), levarão cerca de 50 horas para chegarem à foz do Velho Chico na divisa entre Alagoas e Sergipe, já que a hidrelétrica está a 179 km da foz do rio. Para que o aumento da vazão em Xingó possa acontecer, a água precisará ser liberada pela barragem da hidrelétrica de Sobradinho (BA), a maior na calha do rio São Francisco, que está a montante (acima) de Xingó e a 747,8 km da foz.

    AUMENTO DE GERAÇÃO DE ENERGIA

    A medida tem outras implicação, pois caso seja necessário o aumento da vazão em Xingó causará um aumento na geração hidrelétrica na bacia hidrográfica do rio São Francisco porém, informa a ANA, não haverá comprometimento da segurança hídrica na região. A medida tem limitações, caso o IBAMA peça a entrada em vigor da nova vazão. O volume útil do reservatório de Sobradinho somente poderá ser reduzido em 1 ponto percentual. A barragem acumula um volume útil de 34,47%. Há um ano o reservatório estava com 24,04% de seu volume útil.

    COMO FUNCIONA

    A ANA coordena as reuniões da Sala de Acompanhamento da Operação do Sistema Hídrico do Rio São Francisco, que contam com a participação de uma série de instituições, como: Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Casa Civil, IBAMA, Marinha do Brasil, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Sergipe (SEDURBS/SE), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH/AL), Agência Pernambucana de Água e Clima (APAC), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (INEMA/BA), dentre outros participantes. 

     ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)