• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 14 de novembro de 2019 01:18:57
publicidade


Nordestinas
  • 27/09/2019 07h55

    Lula, da cadeia, lamenta morte de Chirac, ex-presidente francês; Bolsonaro não se manifestou

    O governo brasileiro não soltou nenhuma nota sobre o falecimento do presidente francês, que governou aquele país por 16 anos
    Foto: imagem do Twitter de Chiara Ferraris

    Jacques Chirac faleceu e chamou atenção do mundo do poder

    ( Publiada originalmente às 20h 48 do dia 26/09/2019) 

    (Brasília-DF, 27/09/2019) Detido desde maio de 2.018 na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde cumpre pena por corrupção passiva devido a condenação no caso conhecido como “Tríplex do Guarujá”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), emitiu nota de pesar onde lamenta a morte do ex-presidente francês Jacques Chirac.

    Ambos foram colegas nos encontros das Organizações das Nações Unidas (ONU) entre 2.003 e 2.007, quando exerciam concomitantemente o comando dos poderes executivos de seus países. Na nota, Lula destacou a capacidade de diálogo que o seu então colega exercia nos vários encontros de chefes de Estados em que eles se reuniam. O ex-presidente brasileiro destacou, ainda, que apesar das imensas divergências ideológicas entre eles, via no colega francês uma profunda visão de estadista.

    “O presidente Jacques Chirac foi meu amigo e foi amigo do Brasil. Estadistas com sua visão, capazes de dialogar com líderes de pensamento diferente em torno de objetivos elevados, como a paz e a cooperação entre países, fazem muita falta no mundo de hoje. Lamento sua morte e transmito esse sentimento a seus familiares, amigos e ao povo francês”, comentou o petista.

    Lula não foi o único ex-presidente do país a se manifestar sobre o falecimento de Jacques Chirac ocorrido nesta quinta-feira, 26. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também comentou em suas redes sociais a perda que o ex-chefe de Estado da França representará. Chirac morreu aos 86 anos de idade após sofrer um derrame.

    Político conservador, o ex-presidente francês militou na sua juventude no Partido Comunista Francês. Mas foi no seu “Comício Pela República” – RPR, sigla em francês – que galgou aos principais cargos da política francesa como prefeito de Paris, primeiro-ministro e presidente da França.

    “A França perde um estadista e um líder de posições firmes: morreu Jacques Chirac, um dos mais longevos políticos franceses, que foi prefeito de Paris, primeiro-ministro e por dois mandatos presidente da França. Expresso meus sentimentos aos parentes, amigos e ao povo francês”, escreveu a ex-presidente Dilma.

    Sem manifestação

    Apesar de conciliar diversos sentimentos, frutos do pensamento conservador, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não se manifestou sobre a morte do ex-presidente da França. Usuário recorrente das redes sociais, o presidente brasileiro postou cinco mensagens em sua conta oficial no twitter. Mas nenhuma era sobre a morte de Chirac.

    As últimas publicações de Bolsonaro foram um compartilhamento do material produzido pela estatal “TV Brasil” que trazia a cerimônia de posse do novo procurador-geral da República, Augusto Aras. Além de um comentário sobre a retomada, segundo ele, do crescimento do mercado imobiliário no país. “O mercado imobiliário voltou a evoluir positivamente no segundo trimestre de 2019, segundo estudo do Ministério da Economia. Em junho, foram lançados 16.298 novos imóveis, o segundo maior resultado da série histórica iniciada em janeiro de 2014”, comemorou.

    (por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)