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  • Contato Brasil, 19 de setembro de 2021 21:12:46
Nordestinas
  • 19/08/2015 06h34

    “Nordeste tem uma vocação industrial deve se fortalecer neste século”, diz Odorico Monteiro, defendendo projetos da região

    Parlamentar cearense destaca iniciativa do Seminário "Nordeste, sem ele não há solução para o Brasil” e diz bancada tem que focar nos interesses da região
    Divulgação

    Odorico Monteiro, deputado federal

    ( Publicada originalmente às 18h 34 do dia 18/08/2015) 

     

    (Brasília-DF, 19/08/2015) O deputado federal Odorico Monteiro (PT-CE), após participar nesta terça-feira, 18, do Seminário "Nordeste, sem ele não há solução para o Brasil”, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, afirmou que a região Nordeste ganhou um novo perfil, nos últimos 12 anos, com o conjunto de políticas sociais. Mas que é preciso investimento forte em setores da economia, como a indústria e o comércio para desenvolver a região.

    O parlamentar cearense elogiou a iniciativa do seminário, que foi promovido pela Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), que teve como foco a Proposta de Emendas à Constituição (PEC) n° 87, que reduz em 30% os recursos dos fundos constitucionais de financiamento – como o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), e, através de um painel discutiu “Um projeto estratégico para o Nordeste – o olhar técnico e político”.

    “Parabenizo a iniciativa da Associação dos Servidores do Banco do Nordeste por realizar esse seminário, e me solidarizo com a luta dos interesses dos funcionários do banco e dizer que esse protagonismo, fortalece cada vez mais o banco, que é um patrimônio do Nordeste, pois o desenvolvimento da região passa pelo BNB e esse debate é fundamental para que esta Casa (Câmara) ter na sua totalidade da importância dessa instituição”, declarou Monteiro.

    Do Nordeste para o Brasil

    Para ele, a Bancada do Nordeste deve vai fazer a sua parte em viabilizar os projetos de interesse da região. “Essa é uma frente parlamentar suprapartidária, que congrega todos os estados e deve cada vez mais se fortalecer como bancada dentro desta Casa para defender os interesses da região”, frisou.

    Ele ressaltou é muito importante “essa articulação que fazemos aqui na Câmara da Bancada do Nordeste, sugerido e debatendo as questões mais importantes relacionadas ao Nordeste e o que esta região apresenta, do ponto de vista estratégico, para o desenvolvimento nacional”.

    Vocação industrial do NE

    Odorico Monteiro fez um breve comentário sobre a conjuntura social e econômica do País, principalmente no setor industrial, e suas implicações para a região Nordeste. “O Brasil durante o século, o pacto que foi feito desde a revolução de 30, que ocorreram na era de Getúlio Vargas, houve um direcionamento que o desenvolvimento industrial brasileiro ser concentrado no Sudeste, principalmente no estado de São Paulo”.

    “Nós estamos vivenciando no Nordeste um processo industrial tardio. A indústria brasileira já foi tardia, porque enquanto a Europa se industrializou no século XIX, o Brasil veio se industrializar no final do século XX. E o Nordeste tem uma vocação industrial que não foi fortalecida no século XX e que deve se fortalecer agora no século XXI”, enfatizou o petista.

    De acordo com o parlamentar cearense, esse investimento deve se dar “não só a indústria, mas o comércio a indústria do conhecimento que outra coisa importante”.

    “Nós passamos, nos últimos 12 anos no Nordeste, nos governos do ex-presidente Lula e agora de Dilma, uma forte inclusão social. Porque o Brasil é um País rico, porém extremamente desigual, e essa desigualdade de aprofunda mais no Nordeste”.

    Políticas sociais

    Segundo ele, “foram feitas um conjunto de políticas sociais, de redistribuição de renda, como o Bolsa Família, a expansão das Universidades Federais e dos Institutos Federais de Educação, melhoria habitacional. Nós tivemos o surgimento de uma nova classe média no Nordeste”, destacou ele.

    Monteiro acentua que essas questões todas precisam ser refletidas e discutidas pelo Congresso Nacional, em especial a bancada nordestina, “para que possamos aprofundar as políticas públicas para dar continuidade à melhoria da qualidade de vida da população. E isso passa, por um lado, pelo fortalecimento de estruturas de fomento, como o Banco do Nordeste, e por outro lado o fortalecimento de políticas públicas”.

    Ele disse, ainda, essa discussão deve envolver a área da saúde, “pois no semiárido nordestino é onde se tem mais vazios assistenciais com a falta de médico. Então a política do Mais Médico é importante para suprimento de médicos nesse momento, mas é insuficiente se a gente não pensar o curto e o longo prazo, que é a criação de novas Faculdades de Medicina, de Centros Universitários com capacidade resolutivas na saúde, residência médicos para fixar os médicos no interior do Nordeste”.

    (Gil Maranhão, para Agência Política Real. Edição: Genésio Jr.)