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  • Contato Brasil, 28 de outubro de 2021 04:27:57
Genésio Jr.
  • 10/10/2021 13h34

    Nossas crianças tem que saber que lutamos por elas!

    As tenras idades precisam da segurança de um lar e da perspectiva de futuro

    Crianças precisam de nossa ação e exemplo( foto: Leiturinha)

    (Brasília-DF) A semana da Padroeira do Brasil também se convencionou chamar da Semana da Criança.

    Neste segundo ano da pandemia do covid-19, ao tratarmos da questão da criança temos mais motivos para ficarmos ainda mais preocupados. Ainda no ano passado, quando a pandemia atingia os mais velhos se falava do impacto dessas perdas nas famílias e nos jovens, também.

    Estudo do Instituto de Pesquisas e Estatísticas Aplicadas( IPEA) mostrava o tamanho de nosso problema com 45 mil órfãos, até 17 anos, pela pandemia do covid-19. Neste ano, estudo da revista científica “Lancet” aponta que no Brasil, incluindo crianças que eram mantidas pelos avós, chegamos a 130 mil órfãos do covid-19. Só perdemos no mundo para o México, com 149 mil órfãos até 17 anos.

    Esses números tem projeção, também e certamente, em outros setores. O nosso Exame Nacional do Ensino Médio(ENEM) teve em 2020, ainda no primeiro ano da pandemia um total de   5.783.357 candidatos confirmados, um crescimento de 13,5% comparado com 2019. As pessoas não tinham o tamanho da confusão em mente.  No ENEM de 2021 só tivemos 3.109.762 pessoas com a inscrição confirmada. Foi o menor número de inscritos desde 2005.  As famílias já estavam tremendamente impactadas pela pandemia do covid-19.

    As tenras idades precisam da segurança de um lar e da perspectiva de futuro. É verdade que não estamos sozinhos nessa agonia. O Brasil é uma das 20 economias do Planeta. Deixamos o grupo das 10 maiores economias e estamos 12º lugar, agora.  Já não temos mais o chamado bônus demográfico, quando a taxa de natalidade e a de mortalidade têm queda e a expectativa de vida aumenta, gerando um índice de maior número da população na faixa etária em idade ativa para trabalhar, dos 15 aos 64 anos. Mais gente para gerar riqueza.

    É muita notícia ruim ao mesmo tempo. Há tempos ouvimos falar que nossa solução está na educação de nossas crianças e jovens. Até político medíocre abre a boca para falar disso. Virou bordão para aprendiz de feiticeiro.  Não há duvidas, uma certeira.

    Nesta semana, saiu notícia que só estaremos perto dos números econômicos da pré-pandemia, de 2019, lá por 2023, com o novo governo que virá por aí numa onda de crescimento mundial que, certamente, virá.

    Nesta Semana da Criança só temos tristeza para contar. Mas somos velhos, somos naturalmente tomados pelo pessimismo de  ter visto tantas coisas feias, mas os muitos jovens nada viram. É verdade que vêm muita tristeza, hoje - orfandade naturalizada na pandemia como algo fatal, não é verdade!  Os muito jovens ainda pouco sabem mas o que eles viveram e vivem não é coisa natural. Nós somos senhores do mundo, gostem ou não os muito credos. As vacinas rapidamente chegaram, não são a solução absoluta, longe disso, mas podemos nos defender, sim.

    Os homens e mulheres públicos, assustados com a missão que lhes foi imposta, para muitos algo inimaginável, tem mais uma oportunidade de afirmarem, por diversas formas e ações, para esses muitos jovens que eles não estão sós, que é possível fazer algo agora para que eles tenha oportunidade mais adiante.

    Se não mostrarmos para eles que estamos lutando por eles, como eles poderão lutar pelos que virão mais adiante? Sem essa replicação, qual a garantia que teremos da perpetuação da humanidade?  Se você não percebeu, fique atento: temos a solução para tudo, sim, mas ainda não temos para os maus que causamos a nós mesmos!

    Foi Genésio Araújo Jr, jornalista

    Email: [email protected]