• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 14 de novembro de 2019 01:19:51
publicidade


Genésio Jr.
  • 20/10/2019 17h20

    Que difícil relação!

    O Presidente tem muito o que fazer?!

    O óleo nas praias é só mais um detalhe na relação de Bolsonaro com os nordestinos

    (Brasília-DF)  O Presidente Jair Bolsonaro deverá passar quase duas semanas numa agenda extensa que envolve o Japão, China e países do Oriente médio, além de encontros com presidente de outros países.  Ele vai passar todos esses dias fora do país em meio a crise política que atingiu o seu partido, o PSL, e claro toda a articulação política.

    Para você ter uma ideia do tamanho da confusão, que é inédita nos últimos 58 anos, a então líder do Governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann(PSL-SP) está trocando farpas( ou seriam estocadas) com o filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro(PSL-SP), que até um dia desses trocavam afagos. Hora bolas, se eles se tratam assim como imaginar a relação com os outros partidos e não parceiros?!  Teremos a segunda fase da votação no plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade da prisão em condenação em segunda instância.  Nada fácil.

    Agora, gostaria de destacar as dificuldades que o atual governo tem com o Nordeste, região onde nasceu o Brasil e onde o atual governante teve a sua pior votação na eleições de 2018!

    A primeira visita do Presidente ao Nordeste àquela região foi em 23 de maio para um evento com os governadores da região, num local controlado, sem porvo, fora do grande centro de Recife(PE).

    A segunda visita que o Presidente fez a região foi em 23 de julho, já no meio do ano, por conta da reinauguração do Aeroporto de Vitória da Conquista, na Bahia. É bom lembrar que alguns dias antes, em 19 de julho, numa entrevista coletiva a jornalistas internacionais, ele foi flagrado chamando do governadores nordestinos como “governadores Paraíba”.   Todo mundo sabe no Rio de Janeiro, região de onde vem o presidente Jair Bolsonaro, que chamar nordestino de Paraíba é um velho preconceito, como chamar nordestino de baiano em São Paulo.

    Agora, recentemente, o Congresso Nacional, sem ação do Governo, viu os estados nordestinos reclamarem que perderam R$ 1,3 bilhão na divisão dos recursos da divisão na chamada cessão onerosa, que virá após o megaleilão de sobras do chamado Pré-sal.

    Para completar, a região que mais sofre com a crise econômica, que se instalou no país desde o final de 2014 e não dá mostras de grande mudanças, depois que o Governo Temer conseguiu segurar a queda econômica – enfrenta a super crise ambiental que atinge suas praias, e por conseguinte uma das maiores fontes de renda naquela região, o turismo.

    O estranho óleo começou a ser visto nas praias nordestinas, como fenômeno, desde 2 de setembro último.  O Presidente Bolsonaro antes de sair de viagem fez uma transmissão ao vivo na rede Facebook em que foi mostrado, com declarações de autoridades navais brasileiras,  que esse óleo deve ter vindo de alto mar e que não foi detectado pois o verdadeiro “piche” circulou pela corrente sul-equatorial que banha o Brasil, abaixo da superfície e se espalhou quando chegou no litoral da Paraíba e Pernambuco.  

    O Governo Federal tenta se justificar e quer mostrar que barreiras não seriam suficientes para deter os danos. Muitas autoridades regionais, técnicas e de outros poderes instituídos não querem referendar a posição do Governo Federal. Se busca a solução para os danos evidentes.  O Presidente Jair Bolsonaro, sempre muito voluntarioso, não fez um chamado sobrevoo sobre a região do litoral nordestino. Tradicionalmente, as autoridades fazem esses sobrevoos em casos de enchentes ou eventos de desastre.

    O Presidente tem muito o que fazer?! Claro que tem, pois nosso país exige muito de seus chefes de governo especialmente em época de super interconexão. Mas precisa ser tão difícil a relação do povo onde nasceu o Brasil e seu principal e mais importante governante?!

    Foi Genésio Araújo Jr, jornalista

     

    Emal: [email protected]