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  • Contato Brasil, 10 de dezembro de 2019 01:06:10
Genésio Jr.
  • 11/08/2019 14h33

    Sérgio Moro vive as agruras da política!

    Sérgio Moro vinha tendo que engolir tudo isso e tendo que se calar sobre o rumoroso Caso Queiróz

    Sérgio Moro tem com que se preocupar( Foto: arquivo da Política Real)

    (Brasília-DF) O mês de agosto vai ser marcado, tudo indica, como uma dos mais difíceis do ex-juiz e ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

    Se a popularidade não foi muito atingida, a última pesquisa, ainda em julho mostra 52% dos brasileiros apoiando o ex-juiz da Lava Jato, o mundo político onde ele se meteu não lhe está sendo nada fácil.  Pesquisas não cansam de mostrar que a população não achou bom que ele virasse ministro de Bolsonaro.

    Logo no início, ele teve que engolir uma decreto de armas, um liberou geral. Sua imagem no dia da assinatura do decreto, ainda em janeiro, quando o Congresso ainda estava de férias, era a cara do desgosto.

    Moro teve que desnomear, em fevereiro, a cientista Ilona Szàbo, do Instituto Igarapé, de uma suplência do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) por pressão dos bolsonaristas e do próprio Presidente da República. Eles, Moro e Szábo,  tinham desfilado juntos durante eventos no encontro em Davos, na Suíça.

    Nesse período, até março, o ministro viveu momentos tensos, pois o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, decidiu tirar do início da fila o Pacto Anti Crime sob a alegativa que os projetos econômicos, especialmente a reforma da Previdência ,teriam que ter prioridade. As pessoas saíram às ruas para apoiá-lo.

    Moro, para desgosto dos bolsonaristas raiz, recebia apoio de partidos de centro-esquerda como a Rede Sustentabilidade, do PPS que depois virou Cidadania e até do líder do PSB no Senado por conta de seu Pacote Anti-crime.

    Enquanto isso, a reforma administrativa do novo governo levando o Conselho de Controle de Operações Financeiras( Coaf) Para Justiça caminhava na Comissão Especial e iria para o plenário com mudanças tirando a pasta do Moro, como foi apresentado inicialmente - levado para o Ministério da Economia.

    Veio julho e o começo da divulgação dos diálogos entre os principais nomes da Lava- Jato. Inicialmente, diálogos entre ele, Moro, e o procurador chefe da força tarefa da Lava Jato, Deltan Dellangnol. A população, que tomou conhecimento, não gostou, achou impróprio, mas continuou lhe dando apoio, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas as novas revelações de que a Lava Jato teria armado, especialmente os procuradores, contra ministros do Supremo Tribunal Federal serviu como pano de fundo para uma nova Lei de Abuso de Autoridade que voltará ao forno.

    Sérgio Moro vinha tendo que engolir tudo isso e tendo que se calar sobre o rumoroso Caso Queiróz, que na última volta do ponteiro ganhou contornos muito difíceis depois que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, para satisfação da família Bolsonaro, mandou parar toda investigação que tenha origem em informações trocadas com o Coaf sem autorização judicial.

    Os problemas não param. Bolsonaro, na última semana, disse para Moro ter paciência com o seu Pacote Anticrime e chegou a dizer, acreditem, ao lado do ministro na porta do Alvorada, que o Coaf, até para justificar a queda de uma indicado do ministro no Coaf que tem falado o que lhe desagrada – deveria ir para o Banco Central para “tirar o uso político”. Ora bolas, quer dizer que se tivesse ficado com Moro ele iria usar politicamente o Conselho?!

    O então superministro vive momentos muito difíceis na política. Se antes ele tinha a mal avaliada classe dos políticos no Congresso como adversária, parece evidente que o ex-juiz tem na pessoa de seu chefe o seu maior adversário. Moro já mostrou que tem sangue frio nas veias - vamos ver o que o futuro nos reserva!

    Por Genésio Araújo Jr, jornalista

    Email: [email protected]