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  • Contato Brasil, 20 de outubro de 2019 06:58:27
Nordestinas
  • 08/02/2019 12h08

    SENADO: Tasso Jereissati, que foi decisivo para mudanças no Senado e dá novo fôlego ao PSDB, diz que a reforma da Previdência não pode ir contra direitos mas tem que ser feita

    Confira íntegra de artigo publicado na imprensa cearense
    Foto: R7.com

    Tasso Jereissati foi decisivo para derrotar Renan Calheiros tanto no primeiro como no segundo passo

    (Brasília-DF, 08/02/2019) A eleição para o comando do Senado Federal que vai tocar a Casa entre 2019 e 2020 deverá ser vista no futuro como um marco na história política nacional, para o bem ou para o mal. O PSDB que saiu abalado das eleições presidenciais vendo um de seus melhores quadros, o ex-governador Geraldo Alckimin, esmagado pela nova onda que elegeu Jair Bolsonaro, já é visto como um dos grandes vencedores do processo eleitoral que movimentou os senadores e o país no último sábado, 2 de fevereiro.

    O senador Tasso Jereissati(PSDB-CE), que foi um dos primeiros a fazer um movimento em favor da eleição de Davi Alcolumbre(DEM-AP) também foi decisivo para dar força a todo o partido e ao novo líder do partido no Senado, Roberto Rocha(PSDB-MA), para conduzir o tucanos a fazer também o grande ato que fez com que o senador Renan Calheiros(MDB-AL) retirasse sua candidatura à Presidência do Seando. De quebra, o PSDB, agora na segunda fase da disputa no Senado, foi decisivo para dar o grande passo que vem ajudando Davi Alcolumbre a pacificar a Casa, abrindo mão na primeira escolha para composição das comissões permanentes para o MDB, que ainda cura as feridas.

    Tasso Jereissti que será decisivo agora no Senado para ajudar ao novo comando da Casa na interlocução com o mundo econômico e agentes internacionais, fez artigo que foi publicado em jornal da sua terra o Ceará, no jornal “O Povo”, em que avalia os novos passos no Congresso Nacional. A Política Real destaca os principais pontos do texto.

    Tasso Jereissati nunca teve gosto pelo dia-a-dia do Congresso Nacional e sempre foi acusado de incentivar que o procurasse mais que não procurava contato com os principais agentes políticos. No Senado, os congressistas são famosos por se comportarem como ilhas que apoiam náufragos ou ofertam porto seguro. Jereissati, nesse novo momento, avalia que chegou a hora de se fazer grandes enfrentamentos em nome do melhor para o país.

    “As eleições iluminaram a revolta da população. O brasileiro aprendeu, dolorosamente, que não existem milagres na economia e que ilusões e falsas promessas resultam em maior sofrimento.

    É hora de atacarmos as causas que nos levaram até aqui e corrigi-las. A raiz de nossos males reside na fragilidade fiscal resultante de um sistema tributário ineficiente e do descontrole orçamentário.”, diz em um momento de seu artigo.

    Sobre a reforma da Previdência ele avalia que não se pode atropelar os mais fracos e passar por cima de direitos para que tem que ser enfrentada.

    “As reformas devem considerar direitos adquiridos e expectativas de direitos. Também devem nortear-se pela defesa das pessoas mais vulneráveis e dependentes do Estado. Assim, não há como aceitar privilégios resultantes da força de categorias ou corporações poderosas.

    Não se fazem reformas previdenciárias por bondade ou maldade. Elas são feitas quando a equação atuarial do sistema ameaça entrar em colapso. Visam a sua sustentabilidade e permanência.”, escreveu.

    Jereissati diz no artigo que os atigos poderosos se comportaram como se não houvesse dia de amanhã.

    “Por populismo, gastou-se demais, desperdiçou-se dinheiro, despesas foram escamoteadas do orçamento, houve corrupção demais. Comprometeu-se o futuro, como se não houvesse amanhã. Descontrole que resultou em inflação, desemprego, redução da riqueza nacional, desalento.”, destacou.

    Confira a íntegra do artigo do senador cearensse:

    Os novos passos do Congresso

    Encerrada a fase de composição do comando do Senado, inicia-se a rotina parlamentar. É chegada a hora de estabelecermos prioridades em nossa pauta.

    Ainda patinamos sobre problemas herdados por anos de irresponsabilidade fiscal praticada por governos populistas, apoiados por um sistema político e jurídico cujas prioridades centravam-se na conquista de vantagens pessoais e corporativas.

    As eleições iluminaram a revolta da população. O brasileiro aprendeu, dolorosamente, que não existem milagres na economia e que ilusões e falsas promessas resultam em maior sofrimento.

    É hora de atacarmos as causas que nos levaram até aqui e corrigi-las. A raiz de nossos males reside na fragilidade fiscal resultante de um sistema tributário ineficiente e do descontrole orçamentário.

    Por populismo, gastou-se demais, desperdiçou-se dinheiro, despesas foram escamoteadas do orçamento, houve corrupção demais. Comprometeu-se o futuro, como se não houvesse amanhã. Descontrole que resultou em inflação, desemprego, redução da riqueza nacional, desalento.

    De todos os nossos problemas fiscais, o déficit da Previdência é o maior e o que mais preocupa. Estancá-lo é prioridade primeira da Nação e, obviamente, deve ser a do Congresso Nacional. Nada é mais urgente.

    O déficit total da Previdência para 2019 é estimado em R$ 305 bilhões, equivalente a 4,1% do PIB, e crescente. Não deixa margem para a promoção do desenvolvimento, nem para o bom cumprimento de obrigações básicas como saúde, educação e segurança. Ocorre tanto no governo federal quanto nos governos estaduais.

    As reformas devem considerar direitos adquiridos e expectativas de direitos. Também devem nortear-se pela defesa das pessoas mais vulneráveis e dependentes do Estado. Assim, não há como aceitar privilégios resultantes da força de categorias ou corporações poderosas.

    Não se fazem reformas previdenciárias por bondade ou maldade. Elas são feitas quando a equação atuarial do sistema ameaça entrar em colapso. Visam a sua sustentabilidade e permanência.

    O novo Congresso, que já assume com atitudes de mudança em relação a velhas práticas políticas, haverá de engajar-se nessa discussão, desde já. Devemos encontrar saídas consensuais que preservem a Previdência, promovam a justiça social e abram os caminhos para que o País ingresse em um novo ciclo de crescimento sustentável.

    ( da redação com edição de Genésio Araújo Jr)