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  • Contato Brasil, 23 de julho de 2018 08:46:56
Nordestinas
  • 10/07/2018 07h35

    ELEIÇÕES 2018 – Ciro Gomes bate forte no MDB, mas faz acordo com emedebistas no Nordeste, o que tem gerado desconfiança

    Pré-candidato do PDT à Presidência da República faz acordo em Alagoas e Ceará, mas não confirma publicamente
    Foto: imagem DCM

    Ciro Gomes em dia de entrevista em tevê

    ( Publicada originalmente às 14h 10 do dia 09/07/2018) 

    (Brasília-DF, 10/07/2018) O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, tem batido forte no MDB  em todos os debates pré-eleitorais promovidos por veículos de comunicação e entidades nacionais, avisando que não fará acordo com o partido em possível governo pedetista, até se referindo à legenda como “quadrilha”.

    No entanto, o ex-ministro e ex-governador do Ceará tem se contradito, na prática, ao fazer acordo com lideranças do MDB, em determinados estados da região Nordeste.

    Alagoas

    Na semana passada, Ciro e o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, liberaram totalmente o seu partido a se aliar ao MDB de Alagoas ao projeto de reeleição do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho.

    O aval foi dado em reunião dos líderes nacionais do PDT com o presidente estadual da sigla e deputado federal Ronaldo Lessa. Com a decisão, o ex-governador Ronaldo Lessa vai assumir efetivamente a coordenação política da campanha de Renan – que Ciro já chamou de “quadrilheiro”, por causa da penca de investigações que avançam contra o senador alagoano, na Operação Lava Jato.

    Em uma entrevista a imprensa alagoana, Lessa disse que o aval é para a militância local ter autonomia para decidir os rumos do PDT, em Alagoas. “Estava combinado que, após a Copa, faríamos o planejamento de ações, já em termos de pré-campanha. Essa primeira fase seria até uma questão de programa de governo [de Renan Filho] e prioridades regionais”, disse o ex-governador. “Conversei com ele [Lupi] e com o Ciro. Recebi ‘carta branca’ para a decisão ser do partido em Alagoas”, completou Lessa.

    Ceará

    No Ceará, o PDT e MDB também vão marchar juntos, num acordo tácito para reeleger o governador  Camilo Santana, do PT, e ainda com articulações de Cid Gomes, irmão de Ciro. Semana passada Cid Gomes e Eunício Oliveira se reuniram para definir a aliança sem a necessidade dos dois estarem na mesma chapa, mas cada grupo lançando um único candidato ao Senado. Em tese, cada grupamento ou coligação poderia indicar dois nomes para concorrer as duas vagas em disputa nesta eleição de 2018.

    Em entrevistas a veículos de imprensa do Ceará, Ciro Gomes tem afirmado abertamente que não subirá no mesmo palanque de Eunício Oliveira (MDB), presidente do Senado, que concorre à reeleição.

    Desconfiança

    Mas nos bastidores, Ciro Gomes faz acordos com os emedebistas para potencializar a sua campanha rumo ao Palácio do Planalto - que à nível nacional e na região Nordeste, o coloca entre o 3º e 4º colocado nas pesquisas de intenção de votos.

    Ou seja, o discurso do pedetista não condiz com a sua prática – uma característica de Ciro, que tem provocado desconfiança no meio político e empresarial do País, e nos diversos segmentos da sociedade.

    (Por Gil Maranhão. Agência Política Real. Edição: Genésio Jr.)