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  • Contato Brasil, 22 de fevereiro de 2018 04:18:38
Nordestinas
  • 08/02/2018 07h31

    Oposição anuncia obstrução total ao funcionamento da Câmara até derrotar Reforma da Previdência

    PT, PDT, PCdoB, Psol e Rede se articulam com movimentos sociais e entidades sindicais e pensam em manifestações após o carnaval
    FOTO: Alessandro Dantas

    José Guimarães e a ação da oposição contra a reforma da Previdência

    ( Publicada originalmente às 15h 14 do dia 07/02/2018) 

     

    (Brasília-DF, 08/02/2018) Partidos da oposição, contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, da Reforma da Previdência, anunciaram obstrução total aos trabalhos da Câmara dos Deputados, a partir desta quarta-feira, 07.

    As bancadas do PT, PDT, PCdoB, Psol e Rede estiveram reunidas com representantes de movimentos sociais, entidades sindicais. A ideia é promover manifestações contrárias à proposta do governo – mesmo com as alterações anunciadas nesta quarta pelo relator.

    A primeira manifestação contra a reforma, aconteceu na terça. Movimento sociais e sindicais e parlamentares da oposição  organizaram o “Ato Contra a Reforma da Previdência e em Defesa da Democracia”, realizado na Câmara dos Deputados. No ato eles mandaram um recado direto aos parlamentares que defendem a reforma do governo Michel Temer, ao gritar palavra de ordem “quem votar, não volta”.

    Pimenta: Obstruir pauta

    “Nós da bancada do PT entraremos hoje já em obstrução total. Vamos obstruir toda pauta de funcionamento da Câmara enquanto nós não tivermos derrotado definitivamente a reforma da Previdência", afirmou o líder do partido, deputado Paulo Pimenta (RS). Segundo ele, “o que está em jogo é o primeiro embate que temos e é a primeira derrota que precisamos impor a esse governo criminoso e golpista.”

    Pimenta ressaltou: “Nós queremos mobilizar o parlamento e a sociedade, e achamos que é estratégico para nossa resistência derrotarmos esse projeto porque, com isso, vamos derrotar as possibilidades de o governo tentar avançar em outras pautas, como a privatização da Eletrobras e outros temas que estão aqui”, completou.

    Guimarães: “Nada está normal”

    O líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), ressaltou que este não é momento de inflexão ou comodismo.

    “Ninguém pode ficar sentado aqui no Parlamento achando que está tudo normal. Não tem nada normal! A democracia brasileira está ameaçada e precisamos responder à altura”, disse o parlamentar cearense.

    “Temos que unir o País e derrotar esses golpistas no dia 19 de fevereiro quando eles colocarem para votar a PEC da Previdência”, completou Guimarães.

    Décio: flagelo da reforma

    Já o líder da Minoria no Congresso Nacional, deputado Décio Lima (PT-SC), chamou a atenção para a tarefa e a responsabilidade de todos os que estão comprometidos com os rumos do País.

    “Eu acho que neste momento temos não só que derrotar esse flagelo da reforma, mas, sobretudo, buscar musculatura necessária para esta conjuntura, para que os partidos, os movimentos sociais, deputados e senadores que estão na resistência, construam uma agenda para dar um basta a essas agressões que a democracia brasileira está sofrendo”, frisou.

    Movimentos

    Do “Ato Contra a Reforma da Previdência e em Defesa da Democracia”, realizado na Câmara, participaram deputados e senadores da Frente Parlamentar Mista em defesa da Previdência.

    Também participaram representantes de movimentos como de Trabalhadores sem Teto (MTST) e centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    (Por Gil Maranhão. Agência Política real. Edição: Genésio Jr.)