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  • Contato Brasil, 15 de dezembro de 2017 15:39:47
Nordestinas
  • 06/12/2017 08h00

    “Tenho certeza que teremos os votos para a Reforma da Previdência”, garante Rodrigo Maia

    Presidente da Câmara acredita que texto será votado ainda este ano na Casa, mas não tem a mesma certeza em relação ao Senado
    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Rodrigo Maia empolgado sobre a Reforma da Previdência

    ( Publicada originalmente às 18h 34 do dia 05/12/2017) 

     

    (Brasília-DF 06/12/2017) O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), garantiu nesta terça-feira, 05, que a Casa terá os votos necessários para aprovar ainda este ano o novo texto da Reforma da Previdência. Porém, reafirmou que só vai colocar em votação se tivermos os votos necessário para a aprovação da matéria.

    O texto está previsto para ir à votação no Plenário da Casa na próxima semana. Por ser uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa passar por duas votações e são necessários, no mínimo, 308 votos favoráveis. Maia, no entanto, duvida da votação da reforma no Senado neste ano.

    Equilibrar sistema

    O presidente da Câmara voltou a defender a necessidade de aprovar do texto, lembrando que “milhões de brasileiros ficarão com seu futuro comprometido” se o governo não equilibrar o sistema previdenciário.

    Também reafirmou que a reforma precisa ser feita sem retirar direito de ninguém, “muitos menos do trabalhador mais pobre, que está completamente fora da reforma.”

    “A reforma trata de organizar o sistema, com pedágio, para que aqueles que se aposentam muito cedo, e que geralmente são os que ganham mais, também ajudem e com esse pedágio trabalham um pouco mais e assim possamos estabilizar o sistema previdenciário brasileiro”, reforçou.

    Base engajada

    Maia acredita que a matéria será votada ainda este ano. “A reforma é muito importante para o País. E eu tenho certeza que teremos os votos para aprova-la”, reforçou.

    Questionado se a base aliada do governo ampliou a margem de votos favoráveis para votar a Reforma da Previdência, o presidente da Câmara foi taxativo.

    “O importante é que nós estamos trabalhando. Os partidos estão engajados e tenho muita esperança que a gente possa votar este ano”.

    Rodrigo Maia  ressaltou que esta é uma matéria que será votada em algum momento e quanto mais distante do dia de hoje maior será a necessidade da reforma e mais dura será reforma. E lembrou que em Portugal e Espanha, por exemplo, demoraram tanto a fazer a reforma que tiveram que cortar salários e aposentadorias.

    Impacto positivo

    “Se nós conseguimos nos próximos dias convencer os deputados, e parece que a sociedade começa a compreender, o que significa essa votação, nós vamos poder aprovar. E aí sim, com a reforma aprovada, vamos olhar o final de 2018 com a taxa de desemprego caindo para 8%, um crescimento do Brasil perto de 4%, e as empresa voltando a crescer e a acreditar no País”, afirmou.

    Na visão do presidente da Câmara, a aprovação a Reforma da Previdência, diferente do que alguns acham, que pode gerar degastes, vai resultar em algo positivo para o País.

    “Eu penso totalmente o contrário. Acho que a reforma está sendo bem explicada para a sociedade e deputados, acho que o impacto positivo na vida das pessoas vai ser enorme”, frisou.

    Posição do DEM

    Rodrigo Maia destacou ainda que a bancada do DEM também está engajada em aprovar a reforma. Ele disse que o partido tem votado majoritariamente a com a posição do seu líder na Câmara, deputado Efraim Filho (PB) e do seu presidente nacional, senador Agripino Maia (RN), sem fechar questão.

    “Eu acho que conversando, o DEM terá um número bem grande de parlamentares votado em favor da Reforma da Previdência”, acentuou.

    Previdência vs Eleição

    Jornalistas também interrogaram se não é um risco para a reeleição dos parlamentares votar a reforma previdenciária às vésperas de um ano de eleições.

    “Pode ser. Mas veja bem: se não votar a reforma da Previdência agora a sinalização e não dermos a sinalização sociedade que nos próximos dois anos, 2018 e 2019, teremos um aumento do gasto previdenciário líquido, o déficit previdenciário, em R$ 100 bilhões, acho ninguém vai conseguir ir para as eleições para dizer nada”, disse.

    “Como é que alguém vai prometer alguns investimentos na área da educação, melhoria no salário de professores, em qualquer tema que seja, se estamos olhando de forma bem transparente que se nada for feito o próximo presidente vai entrar com R$ 100 bilhões a mais de déficit na Previdência?”, continuou.

    “Ou a gente faz a Previdência ou teremos um 2018 que ao invés da taxa do desemprego cair para 8%, ficar no patamar que está; o crescimento ao invés de mais de 3% ficar em 1% e a as empresas parando de investir no Brasil”, concluiu.

    (Por Gil Maranhão. Agência Política Real. Edição: Genésio Jr.)