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  • Contato Brasil, 15 de dezembro de 2017 15:43:50
RESUMO DA ÓPERA - por Gil Maranhão
  • 25/04/2017 22h04

    A REBELDIA CONTRA A “CASA DO POVO”

    Povos indígenas, policiais civis, trabalhadores e estudantes intensificam protestam em frente ao Congresso Nacional

    Muita disputa e fumaça no gramado que fica na frente do CN( foto: Floriano Rios/PR)

    (Brasília-DF, 25/04/2017) "Esta é a casa do povo", "estra é a casa do povo", "esta é a casa do povo". Essa palavra-de-ordem ecoou durante a manifestação no dia 18 deste mês, quando cerca de 500 policiais civis protestavam contra a Reforma da Previdência e, após protestos no gramado em frente ao Congresso, tentaram entrar no prédio, na marra, pela "chapelaria", quebrando vidraças com cones, pedaços de pau e pedras. Houve confronto com a Polícia Legislativa, que jogou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e spray de pimenta nos manifestantes.

    Essa palavra-de-ordem tem se repetida em todos os grupos de protestos que tentaram invadir ou que invadiram o Parlamento brasileiro nos últimos anos.

    Coisas do Povo 

    A Câmara dos Deputados é a realmente o espaço político de maior representatividade da população brasileira dentro do Congresso Nacional e por isso é conhecida como a "casa do Povo" – embora muito confunda com a "casa da mãe joana" e tentam bagunçar e quebrar tudo... 

    Como se as coisas do POVO não fossem para se cuidar e preservar... À exemplo do Patrimônio PÚBLICO, que sempre é depredado nas manifestações mais calorosas (como orelhões, paradas de ônibus, placas de sinalização, lixeiras etc).

    Índio é povo

    É pensando assim, que sendo a "Casa do Povo" é também a sua casa, que os povos indígenas tem ido ao Congresso reivindicar seus direitos ou protestar contra abusos de autoridade, conflitos de terra, descasos governamentais e massacre de sua gente. E sempre são recebidos combombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, spray de pimenta pela Polícia Legislativa, a exemplo do que aconteceu nesta terça-feira, 25.

    No meio da tarde, um grupo de indígenas chegou de surpresas, e como uma turba descontrolada, portando flexas, lanças e caixões pretos e com gritos de guerra tomaram a área do gramado que fica em frente ao Parlamento. 

    Depois, jogaram caixões nos lagos (espelhos d´água) em frente ao Congresso – alguns ainda entraram no lago. E tentaram entrar pela área conhecida como "chapelaria". Foram repelidos pelos policiais da Casa do Povo. Houve tensão dentro do Congresso por parte de funcionários, parlamentares e jornalistas. E um verdadeiro corre-corre na área externa. Tinha índios pra todo lado. Foi um "Deus nos acuda".

    Outras tentativas

    É bom lembra que o Congresso vem sendo alvo constante de manifestantes. Desde junho de 2013, manifestantes já tentaram ou invadiram áreas internas e externas do Congresso em ao menos nove oportunidades. Em três casos houve feridos, e em outros ocorreu danos ao patrimônio.

    A primeira tentativa, este ano, aconteceu no dia 18 deste mês, quando cerca de 500 policiais civis protestavam contra a Reforma da Previdência.  

    Outras manifestações virão. Outras tentativas de invadir a "casa do Povo" também. Confrontos à vista neste ano em que três reformas do governo Temer causam revoltam em setores da sociedade: a da Previdência Social, a Trabalhista e a Reforma Política. Aguardemos – com segurança - as cenas dos próximos capítulos.

    (Gil Maranhão/ Jornalista)