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  • Contato Brasil, 15 de dezembro de 2017 15:44:05
RESUMO DA ÓPERA - por Gil Maranhão
  • 02/04/2016 15h10

    O Brasil começa a se preparar para governo pós impeachment, com Dilma ou Temer

    Abril, o mês em que Brasília, a capital do Brasil, comemora 56 anos, será decisivo para os destinos do País, principalmente a política brasileira.

    Deputados em dia de sessão solene, mas as sessões não anda solenes, andam polêmicas

    ABRIL, BRASIL A MIL

     

    Abril, o mês em que Brasília, a capital do Brasil, comemora 56 anos, será decisivo para os destinos do País, principalmente a política brasileira. É quando a Câmara dos Deputados vai aprovar ou rejeitar o documento onde os juristas Hélio Bicudo (ex-fundador do Partido dos Trabalhadores), Miguel Reale Jr. e advogada Janaína Paschoal apontam crimes de responsabilidade cometidos pela presidente Dilma Rousseff (PT), como os decretos de crédito suplementares e as chamadas “pedalas fiscais” e pedem o impeachment  da petista e que está sendo analisado pela Comissão Especial do Impeachment.

     

    GOVERNO TEMER

     

    Enquanto os trabalhos avançam na Comissão Especial do Impeachment na Câmara, já há reuniões para desenhar o possível Governo Temer. Dizem os oposicionistas que é para "não serem pegos de surpresa"

     

    CONTAS DO GOVERNO

     

    Para os governistas, Dilma vai se livrar do impeachment e terá mais de 200 votos necessários no Plenário do Plenário da Câmara. Uns dos que estão certo disto é o novo líder do PHS, Givaldo Carimbão (AL). “Eu garanto”, afirmou  à nossa reportagem. O governo precisa de 171 votos para rejeitar o pedido que está sendo discutido na Casa.

     

    CONTA DA OPOSIÇÃO

     

    Os oposicionistas há tempo já fizeram a sua matemática. Partidários do PSDB, DEM, PPS e PSB, contando com os votos da maioria do PMDB e até de partidos como PTB  e de alguns descontentes da base, somam mais e 200 votos pró-impeachment.

     

    BALCÃO DE CARGOS

     

    Líderes Oposição da Câmara, como Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Pauderney Avelino (DEM-AM), Genecias Noronha (SD-CE), Rubens Bueno (PPS-PR) e Miguel Haddad (Minoria), foram unânimes em criticar o “balcão de negócios” no qual a presidente Dilma Rousseff transformou o seu governo.

     

    TOMA LÁ, DÁ CÁ

     

    O otimismo dos líderes dos partidos da base governista vem justamente desse troca-troca: oferta de cargo e ministérios para partidos pequenos e do chamado “baixo clero” – como PP, PR e PSD – em troca dos votos na Comissão do Impeachment e, principalmente, no Plenário da Câmara.

     

    ORAI POR NÓS

     

    Até o Partido Republicano Brasileiro (PRB), da ala evangélica (composto por grande número de adeptos da Igreja Universal) e de Marcelo Crivella, está sendo cortejado pelo Planalto para Salvar Dilma. O partido já ocupou no primeiro governo Dilma o Ministério da Pesca.

     

    VOTAÇÃO ANTECIPADA

     

    O relator da Comissão do Impeachment, Joavar Arantes (PTB-GO) já anunciou que vai apresentar o seu parecer final até a próxima quarta-feira (06) – dois dias após do chefe de gabinete da Presidência da República, José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça) fazer a defesa de Dilma na Comissão, marcada para esta segunda-feira (04), às 17h30. Arantes quer dar espaço de duas sessões (quinta e sexta) para o “pedido de vista” que deve haver do seu relatório, para na segunda (11) ou mesmo terça (12) o parecer final ser votado em definido na Comissão. Se andar nesse ritmo, o Plenário da Câmara deverá votar o relatório até o dia 20.

     

    OPERAÇÃO CARBONO 14

     

    Depois das bombásticas operações “Acarajé” (que pegou o marqueteiro João Santana e outros) e a “Alatheia” (com mandados de busca e de condução coerciva em endereços do ex-presidente Lula) e a “Xepa” (que mirou a empresa Odebrecht), a Polícia Federal acaba de deflagrar (na sexta-feira, 1º) a “Operação Carbono 14”. Foi assim batizada em referência a procedimentos usados pela ciência para a datação de itens e a investigação de fatos antigos.

    PETISTA PRESO

    A Operação faz ligação do PT com a morte do ex-prefeito Celso Daniel (Santo André-SP) e com o “Mensalção”. Os primeiro presos foram o empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário do Grande ABC e da empresa Viação Expresso Santo André, e o ex-secretário geral do PT, Sílvio José Pereira, investigado também no caso do “Mensalão”.

    CORRUPÇÃO ATIVA

     

    A Operação Carbono 14 faz parte da  27ª fase da Operação Lava Jato e, segundo a PF, vai investigar a prática de crimes de extorsão, falsidade ideológica, fraude, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridas 12 ordens judiciais: três mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva em na capital paulista, um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária em Carapicuíba (SP), um mandado de busca e apreensão em Osasco (SP) e três mandados de busca e apreensão, além de um de prisão temporária em Santo André (SP).

    (Por Gil Maranhão - Especial para Agência Política Real. Edição: Genésio Jr.)