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  • Contato Brasil, 18 de outubro de 2017 09:03:53
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RESUMO DA ÓPERA - por Gil Maranhão
  • 13/03/2016 11h37

    RESUMO DA ÓPERA - PMDB dá "aviso prévio"para Dilma

    Do outro lado do Plano Piloto de Brasília, no auditório Petrônio Portela (Senado Federal), no mesmo período do evento peemedebista, o PCdoB além de se preparar com unhas e dentes – com base na minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso

    Paulo Skaf é a cara do PMDB do contra na Avenida Paulista

    AVISO PRÉVIO

    A monção divulgada na Convenção Nacional do PMDB, realizada no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília, foi assinada por 14 diretórios estaduais – mais da metade, e ainda pelo “grupo de vanguarda”, que segundo o deputado Darcísio Perondi (RS), envolve cerca de 30 deputados e é “um aviso prévio que estamos dando à presidente Dilma”. Essa ala do peemedebista aposta que em 30 dias o caldo vai engrossar e a situação do governo vai se complicar ainda mais. Eles se depositam sua esperança nas respostas das ruas (manifestação pró-impeacment de domingo, 13), do Supremo Tribal Federal/STF (deliberando na próxima quinta-feira, 17, sobre o rito do impeachment) e do Congresso Nacional (instalando a Comissão Processante).

    SAÍDA IMEDIATA

    Mesmo que alguns defendam dar o prazo de 30 dias para a decisão de sair ou continuar com Dilma, a moção pede imediata saída do governo e a entrega dos cargos em todas as esferas do Poder Executivo Federal. Esse foi o coro do militantes no Centro de Convenções Brasil 21.

    CARTA DA INDEPENDÊNCIA

    Já a “Carta de Brasília”, assinada pelos deputados estaduais e federais do PMDB e diretórios estaduais e distribuída na Convenção, pede a independência do partido em relação ao governo Dilma nas proposições ao Congresso Nacional. Propõe “que o PMDB se afaste imediatamente dessa desastrosa condução do País”. A carta, depois de reclamar que, mesmo participando do governo e tendo o vice-presidente jamais teve suas propostas respeitadas e “sequer foi convidado a participar das decisões governamentais que levaram a essas crises”, avisa: “Com esse afastamento queremos recuperar o protagonismo político do PMDB, dentro da sociedade, que nos permita debate e apontar soluções pata o Brasil”.

    CULTURA GOLPISTA

    Do outro lado do Plano Piloto de Brasília, no auditório Petrônio Portela (Senado Federal), no mesmo período do evento peemedebista, o PCdoB além de se preparar com unhas e dentes – com base na minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso - para encarar as eleições de outubro e aumentar seu efetivo nas Prefeituras e Câmaras Municipais, criticava a “tentativa de golpe” das oposições. O deputado Davidson Magalhães (BA), por exemplo, chamou a atenção para o “caldo da cultura” golpista contra a democracia brasileira. Ele alerta o movimento pró-impeachment pode fazer acontecer com Dilma, o mesmo que aconteceu com Getúlio Vargas, em 1954,  e com João Goulart, em 1964.

    HERÓI, MÁRTI OU PRESIDENTE ?

    Depois das duras ações do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – a primeira, na sexta-feira, dia 04, com a condução coercitiva, forçando-o a depor numa sala da Polícia Federal do Aeroporto de Congonhas; e a segunda, na quinta-feira, dia 10, decretando prisão preventiva –, passou a circular pelos bastidores de Brasília a seguinte frase: “Se incriminarem o Lula, ele vira herói; se o prenderem, ele vira márti; se o deixarem solto, ele virá presidente da República”.

    A VELHA NOVELA DO “VELHO CHICO”

    A Rede Globo estreia na segunda-feira, 15, a novela “Velho Chico”, tendo como pano um dos mais importantes rios do Brasil e da América Latina. A Câmara dos Deputados reestreia (reinstala), pelo segundo ano consecutivo, a Comissão Externa de Transposição do Rio São Francisco. As obras de transposição das águas do “Velho Chico” é uma novela antiga do governo brasileiro, com enredo original desde 2007, desenrolar complicado e de elevado custo – saltou de R$ 4, 5 bilhões para R$ 8,7 bilhões - e capítulos finais indefinidos. A obra, que abrangerá quatro estados do Nordeste, era para ser entregue em 2010, pulou para 2012 e depois para inicio desde 2016, já não tem data para entrega.

    “JÁ DEVERIA TER ROMPIDO”

    Numa entrevista exclusiva à reportagem da Agência Política Real, no auge das discussões da Convenção Nacional do PMDB, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, mandou um recado aos peemedebista e à Dilma. “A minha opinião é que o PMDB já deveria ter rompido com governo e ter tirado todos os seus ministros do governo. A presidente Dilma já mostrou que não tem competência para tocar o País. Ela já demonstrou que perdeu a confiança e está muito difícil dela recuperar a confiança e a credibilidade. O que nós estamos assistindo é desemprego, fechamento de indústrias, de lojas, do comércio. Estamos vendo uma total desorganização do País. Minha opinião é que esse rompimento já deveria até ter acontecido. E a posição dos empresários é essa dai.”

    O QUE VEM POR AÍ?

    Depois da revista Istoé trazer à tona a delação premiada do senador e ex-líder do PT no Senado, Delcídio do Amaral (MS) comprometendo Dilma e Lula com a Operação Lava Jato, e da revista Veja  tornar público um dossiê envolvendo o Palácio do Planalto (como o ministro Jacques Wagner) contra o juiz Sérgio Moro e outras pessoas do Ministério Público, agora, esta semana, a revista Época traz mais gás para a crise política instalada no País: denúncia feita pelo ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Paulo Ferreira, atinge liderança do Governo na Câmara dos Deputados, citando deputados como José Guimarães, Marcos Maia...

    E DEPOIS DAS RUAS?

    A enxurrada de denúncias e investigações contra políticos no Senado Federal - como o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e outros cinco senadores; na Câmara dos Deputados - como o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já réu no processo do Supremo Tribunal Federal,  e outros 31 deputados; e em especial contra o governo do PT e da presidente Dilma Rousseff, tem lavado desde o ano passado uma multidão às ruas, em todo o País. São protestos contra Dilma, contra Cunha, contra PT e contra PMDB. Pelo impeachment e contra o impeachment...  Ao meio de tudo isso, há uma interrogação: qual vai ser desfecho dessa novela? Qual o próximo capítulo da crise política brasileira?