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  • Contato Brasil, 15 de dezembro de 2017 15:45:45
RESUMO DA ÓPERA - por Gil Maranhão
  • 27/02/2016 10h42

    RESUMO DA ÓPERA – Infidelidade a toda prova: Nordestinos, líderes de bancadas, trocam de partido

    Veja a avaliação da semana por Gil Maranhão

    FOTO: Distribuição de acarajé no Congresso (Gabriel Hirabahasi)

    por Gil Maranhão

     

    NOVOS INFIÉIS

    Curioso: dois líderes de bancadas partidárias na Câmara Federal estão abandonando seus pares e indo para outra legenda, aproveitando a deixa da “janela partidária”, que permite os deputados a praticarem a infidelidade (partidária). Um deles, o deputado Arthur Oliveira Maia (BA), que teve atuação aguerrida entre os partidos de oposição em 2015, dentro do Movimento Suprapartidário Pró-Impeachment, como líder do Solidariedade, e o deputado Domingos Neto (CE), que estava na liderança do novinho Partido da Mulher Brasileira (PMB). Maia está indo de malas e cuia para o PPS, enquanto Neto – que já mudou de partido na “janela” aberta pelo TSE em outubro (trocou a liderança do PROS pela do PMB), bate à porta do PSD.

     

     

    MAIS INFELIDELIDADE

    Outros deputados que estão aproveitando a janela aberta pela legislação eleitoral para dar uma pulada de cerca (dou, melhor, de partido) e deitar nos braços de outra legenda. Nessa primeira semana da “janela ´partidária” (a proposta foi aprovada na quinta-feira, da semana passada, dia 18) quem já trocou de partido – segundo o site do Congresso Em Foco – foram os seguintes deputados (partidos que estavam e para onde foram):

    DEPUTADO

    SAIU

    FOI

     

     

     

    Alfredo Kaefer

    PSDB

    PSL

    André Abdon

    PRB

    PP

    Antônio Jácome

    PMN

    PTN

    Arthur Maia

    SD

    PPS

    Átila Nunes

    PSL

    PMDB

    Domingos Neto

    PMB

    PSD

    Eros Biondini

    PTB

    PROS

    Expedito Netto

    SD

    PSD

    Leonidas Cristino

    PROS

    PDT

    Mendes Thame

    PSDB

    PV

    Ricardo Teobaldo

    PMB

    PTN

    Vicente Arruda

    PROS

    PDT

    Vicentinho Junior

    PSB

    PR

    Vitor Valim

    PMDB

    PSC (*)

    Uldurico Junior

    PTC

    PROS(*)

    Toninho Wandscheer

    PMB

    PROS(*)

    (*) Os deputados ainda não confirmaram a adesão aos novos partidos

     

     

     

    O PREÇO DO MARKETING

    A semana começou com a deflagração da 23ª fase da Operação Lava Jato e o Ministério Público Federal (MPF) decretando o bloqueio de R$ 25 milhões do publicitário baiano João Santana, e o mesmo valor da sua esposa e sócia, Monica Moura. No dia seguinte eles e outras cinco três pessoas foram presos pela Polícia Federal, no Rio e levados para Curitiba. João Santana foi marqueteiro de três campanhas presidenciais do Partido dos Trabalhadores (PT): duas da presidente Dilma Rousseff e a de reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E fazia o marketing de uma campanha presidencial na República Dominicana.

     

     

    ACARAJÉ NO PLANALTO

    A Polícia Federal batizou a ação de “Operação Acarajé”, porque era assim que os investigados pela PF se referiam ao dinheiro ilegal, segundo escutas telefônicas. Com essa ação a Lava Jato chega de vez ao Palácio do Planalto.

     

     

    ACARAJÉ NO CONGRESSO (FOTO)

    O presidente do Partido Solidariedade (SD), deputado Paulinho da Força (SP), em nome da Oposição, distribuía nos corredores do Congresso, na tarde de terça-feira, dia da prisão de João Santana, acarajé. A deputada Moema Gramacho (PT-BA) foi um dos muitos baianos que se queixaram do nome dado à operação da PB que prendeu o baiano Santana.

     

     

    A OPERAÇÃO DA PF EM SEU ESTADO

    O pessoal da Bahia não gostou muito da Polícia Federal batizar a 23ª fase da Lava Jato de “Operação Acarajé”, que é uma das delícias da culinária do estado. Fizemos uma apelo na redes sociais: Se a moda pega, quando a PF prender os grandões (leia-se, corruptos) vai batizar a operação em alguns estados de:

    * Maranhão - "Operação Arroz-de-Cuxá"

    * Pará - "Operação Tacacá"

    * Goiás - "Operação Pequi"

    * Minas Gerais - "Operação Pão de Queijo"

    * Manaus - "Operação Pirarucu"

    * Ceará - "Operação Baião-de-Dois"

    * Mato Grosso - "Operação Tucunaré"

    * Espírito Santo - "Operação Moqueca"

    * Pernambuco - "Operação Bolo de Rolo"

    * Rio Grande Do Sul - "Operação Chimarrão"

    * Paraná - "Operação Vaca-Atolada” (*)

    * Rio - "Operação Feijoada" (*)

    *Brasília – Operação Pizza Genérica” (*)

    (*) Nomes sugeridos pelos nossos leitores

     

     

    LADEIRA ABAIXO

    Esta semana foi marcada pelo triplo rebaixamento do Brasil (retirada do grau de investimento do País no exterior). O País que já tinha sido rebaixado pela Standard & Pool e a Fitch, agora foi rebaixado pela Moody’s – são as três grandes agências de classificação de risco do mundo. O que isso representa? Anote: o País perde a credibilidade em nível mundial, afugenta os investidores, caiu o crédito à empresas brasileiras no exterior e ainda dificulta sanar a crise econômica e a retomada do crescimento do País.

     

     

    TAL PAI, TAL FILHO

    No Nordeste há tendência do filho seguir a profissão ou os passos Pai. E não foi diferente na família Lira. O Supremo Tribunal Federal determinou esta semana sequestro de bens e retenção das contas do senador Benedito Lira e do seu filho, o deputado federal Arthur Lira, ambos de Alagoas e do PP. O pai terá que devolver à Justiça, por enquanto, R$ 1,6 milhões; e o filho, R$ 2,6 milhões – totalizando R$ 4,2 milhões.

     

     

    LÍDERES SOB SUSPEITA

    Dentre os novos líderes de bancadas partidárias na Câmara e Senados, em pelo menos cinco pesam denúncias de terem recebido recursos desviados do esquema de corrupção na Petrobras: o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB) – líder do PP na Câmara, e os senadores Benedito de Lira (PP-AL), Fernando Collor (PTB-AL), José Agripino (DEM-RN) – novo líder da Oposição no Senado, e Humberto Costa (PT-PE) – novo líder do Governo no Senado, em substituição a Delcídio do Amaral (PT-MS), solto na última sexta-feira (19) após quase três meses de prisão. É bom lembrar os presidentes das duas Casas legislativas - Eduardo Cunha (PMDB-RJ), da Câmara, e Renan Calheiros (PMDB-AL), do Senado - também então na lista de suspeitos de receberem propina do “Petrolão”.