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  • Contato Brasil, 15 de dezembro de 2017 15:44:20
RESUMO DA ÓPERA - por Gil Maranhão
  • 19/02/2016 20h27

    RESUMO DA ÓPERA - Aberta temporada de infidelidade entre os políticos

    Desde quinta-feira (18) até 18 de março, deputados e vereadores que são candidatos nas eleições deste ano podem trocar de partidos sem sofrerem punição por infidelidade partidária.

    Senadores do PSB se reuniram em almoço para definir rotas

    Gil Maranhão

    De Brasília

     

    INFIDELIDADE PERMITIDA

     

    Desde quinta-feira (18) até 18 de março, deputados e vereadores que são candidatos nas eleições deste ano podem trocar de partidos sem sofrerem punição por infidelidade partidária. É a chamada “janela partidária”, que passou a valer com a promulgação pelo Congresso Nacional da Proposta de Emenda à Constituição (PEC)  91/2016, que determina prazo de 30 para esse troca-troca. Na Câmara Federal a troca de cadeiras pode chegar até a 15%, devido o grande número de parlamentares descontentes com suas legendas.

     

    DESCONTENTAMENTO

     

    Se os parlamentares levassem ao pé da letra descontentamento com seu partido, por exemplo, pelo volume de denúncias nas Operações Lava Jato, Zelotes e Catilinárias (todas do Ministério Público Federal) os partidos que mais perderiam parlamentares neste período da “janela partidárias” seriam o PT, PMDB e PP.

     

    IMPEACHMENT DE VOLTA

     

    Os líderes do PSDB, DEM, PPS, PSB e Solidariedade, que formam a base oposicionista na Câmara Federal, reuniram esta semana, e além de afinar a língua e o tiroteio contra o Palácio do Planalto - que tenta empurrar goela abaixo dos brasileiros novos imposto, como a CPMF, e reformas, como a da Previdência, ressuscitaram o impeachment da presidente Dilma.

     

    MARKETING PETISTA

     

    A oposição também alertou que só apoiará proposta que garantir segurança dos direitos dos trabalhadores, e repudiará todo “marketing petista”. O líder do PSDB, Antonio Imbassahy, mandou o recado, pelo grupo: “Apoiaremos as reformas estruturantes que o País anseia, tendo no horizonte a segurança dos direitos dos trabalhadores, não meras ações do marketing petista, como a reforma previdenciária, propagandeada pela presidente Dilma no Congresso Nacional na mensagem de abertura dos trabalhos legislativos – e que não passa da reprodução de mensagens de anos anteriores.”

     

    GOVERNO DE “SACO CHEIO”

    Informados por jornalistas dessa decisão, o líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disparou ao meio de uma entrevista coletiva: “A questão do impeachment é uma página virada. Nós temos que enfrentar é no voto. Não tem mais nem ambiente. É um despropósito da oposição querer ainda insistir nesse tema. Vamos discutir as reformas. Vamos discutir o País. Esse tema (impeachment) enche o saco.”

     

    DILMA 1 X 0 CUNHA

     

    Há quem que diga que foi gol para o time de Dilma a vitória do deputado Leonardo Picciani, candidato do Planalto, na eleição da liderança da bancada do PMDB na Câmara, contra o time de Cunha, que teve como candidato o deputado Hugo Mota, derrotado no pleito.

     

    PARA NÃO COMEMORAR

     

    Há quem analisa, no entanto, que o resultado das eleições peemedebistas não deve ser motivo de grande comemoração entre os dilmistas. Primeiro: Picciani teve apenas 7 votos de diferença (37 contra 30), além de dois votos em branco, o que mostra que a bancada está super rachada. Segundo: dos 37 deputados “piccianistas”, há um grande número que apoia o playboy carioca na Câmara, mas a permanência de Dilma no Planalto. Ou seja: a maioria da bancada (juntando os 30 que votaram em Hugo Mota) é a favor do impeachment da petista.

     

    ALMOÇO SOCIALISTA (foto)

     

    O senador Roberto Rocha (PSB-MA) participou dia 16 do primeiro almoço da bancada do PSB no Senado em 2016. No encontro, os sete senadores do partido definiram prioridades para atuação parlamentar este ano, entre elas a aprovação do projeto que cria o imposto sobre grandes fortunas, como alternativa à proposta do governo de recriação da CPMF. A bancada também defenderá a aprovação da nova Lei de Drogas e o reforço de medidas de combate ao vírus zika. “Trataremos de muitos temas importantes ao longo do ano. Mas realizar o ajuste fiscal sem penalizar quem tem menos e dar total atenção à saúde nos pareceu assuntos que merecem prioridade total”, explicou o senador Roberto Rocha. Durante o almoço os senadores aclamaram por unanimidade Antônio Carlos Valadares (SE) como o novo líder da bancada, dando sequência ao rodízio anual estabelecido entre eles.

     

    SABATINA DO MOSQUITO

     

    Depois da licença-relâmpago de um dia, apenas para votar em Picciani, candidato do Governo à líder da bancada do PMDB - o que entrou para o anedotário político brasileiro -, o ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI) retorna esta semana ao Congresso. Convocado (e não convidado), ele será sabatinado pelos parlamentares e deve se explicar sobre o caos na saúde pública com a proliferação da dengue, febre cinkungunya e zika vírus, que têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Pessoas vestidas do mosquito devem aparecer de novo e protestar contra o ministro, como no dia da eleição peemedebista.

     

    ACORDO OBSCUROS

     

    O ministro-chefe interino da Controladoria-Geral da União (CGU), o cearense Carlos Higino Alencar, foi convocado e deverá comparece esta semana ao Congresso para explicar porque está facilitando os acordos de leniência com empresas investigadas pela Operação Lava Jato. A CGU é acusada de sonegar informações ao TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a forma em que está sedando esses acordos e em que estágio se encontram.

     

    GUILLAIN-BARRÉ

     

    Vai se acostumando com o nome. Depois da cinkungunya e zika, mais um termo estranho (e preocupante para a saúde pública) entra para o dicionário popular brasileiro: Guillain-Barré. Quatro estados do Nordeste registraram crescimento da síndrome Guillain-Barré, que se suspeita estar ligada à zika vírus, segundo alerta da OMS (Organização Mundial da Saúde).  Em todo o Brasil houve aumento de 1.708 casos em 2015 dessa síndrome – que compromete o sistema nervoso, atacado pelo sistema imune e que pode resultar em paralisia. Os casos cresceram, em relação a 2014, em Alagoas (517%), Bahia (196%), Piauí e Rio Grande do Norte (ambos com 108%).