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  • Contato Brasil, 19 de janeiro de 2018 01:27:11
Marcos Rosetti
  • 12/12/2017 18h18

    O peso da Lava Jato na renovação política

    As eleições do ano que vem prometem um vasto elenco de candidatos, o que está longe de significar grandes alternativas ao eleitor

    Bolsonaro e Ciro Gomes( Foto: montagem Ag. Congresso)

    Quem pensa que a Lava Jato vai mudar radicalmente – para melhor – o quadro da política nacional pode se decepcionar. O tempo do eleitor vem sempre após o tempo da política. Até essa necessidade de mudança chegar às ‘bases’ outra eleição já terá passado. E quem já está dentro do barco tem mais chance de sobreviver.

    As eleições do ano que vem prometem um vasto elenco de candidatos, o que está longe de significar grandes alternativas ao eleitor. Quantidade nem sempre é sinônimo de qualidade. Vai ficar até difícil para o eleitor peneirar. Neste sentido, quem já exerce mandato larga na frente. Até pela exposição proporcionada pelo exercício do mandato.

    O deputado Ulysses Guimarães, eterno comandante do MDB, costumava dizer que o próximo Congresso é sempre pior que o atual. O homem que empenhou a vida pela reconstrução democrática do Brasil sabia do que estava falando.

    A deterioração da ética vem junto com a involução da sociedade, ou vice versa. Ulysses já antevia a crise de qualidade representativa que hoje assola o país, e que é uma das origens da Lava Jato.

    O nivelamento por baixo vale para todos os níveis. De presidente a deputado estadual. E se formos nos guiar por pesquisas eleitorais – neste momento – nos frustraremos mais ainda. Aliás, a divulgação das pesquisas agora só atrapalha.

    Botar Lula na frente de todo mundo – sem que o quadro esteja definido – é um desserviço à Nação. O projeto político de Lula hoje é um só, escapar da cadeia. Ele não será candidato porque a Justiça não vai permitir.

    O eleitor, desencantado, parece dizer que aceita qualquer coisa, desde que não seja o que aí está. Mas este não é o caminho. Não basta trocar Tiririca por Luciano Hulk, ou Bolsonaro por Ciro Gomes.

    Será preciso escolher com lupa os próximos candidatos, ainda que não seja possível – a menos de um ano da eleição – saber quem são.

    Nossa sorte é que diversos organismos da sociedade estão se organizando para garantir que a renovação da próxima eleição tenha peso. E faça a diferença na próxima legislatura.

    Marcos Rosetti é editor da Agência Congresso