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  • Contato Brasil, 26 de maio de 2017 17:43:50
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Marcos Rosetti
  • 31/10/2016 15h59

    Lá vem Rose

    O resultado da eleição municipal fortaleceu o projeto da senadora de concorrer ao governo em 2018. Ela se deu bem no interior e no segundo turno na Grande Vitória.

    Rose de Freitas é um dos agentes políticos determinantes no Espírito Santo( Foto: assessoria)

    Qualquer cenário sobre o fim da era Paulo Hartung - três mandatos como governador do ES - e da sucessão de 2018, tem necessariamente que avaliar as chances de quatro protagonistas.

    Estamos falando do Espírito Santo, estado localizado na Região Sudeste, com 2,4 milhões de eleitores, bem localizado, mas cercado de vizinhos ricos e gananciosos.

    O vice-governador César Colnago (PSDB), o ex- governador Renato Casagrande, (PSB), a senadora Rose de Freitas (PMDB) e o tucano Ricardo Ferraço vão disputar o governo ou pelo menos querem.

    Nada a perder

    A novidade é a entrada da senadora Rose na disputa, disposta a tudo e sem medo dos concorrentes. De todos, ela é a única que não tem nada a perder.

    Se não for eleita governadora, terá mais quatro anos no Senado. Ferraço se perder, fica desempregado porque está no fim do mandato.

    Rose tem apoio da maioria dos prefeitos e ex-prefeitos porque sempre levantou a bandeira da municipalidade. Ocupa um espaço difícil de ser dividido.

    Colnago e Ferraço ainda vão ter que chegar a um acordo. Tudo indica que o governador Hartung vai concorrer ao Senado. Neste caso, Colnago assume o governo e pode disputar a reeleição.

    Fala-se num acordo entre ambos: Colnago e Ferraço. Quem estiver melhor em 2018 sai para o governo. Mas é difícil ceder para quem tem a mesma estatura política.

    Governo ou Senado

    Casagrande não descarta concorrer ao Senado. Mas com a saída de Hartung é a bola da vez. Fez um governo transparente e saiu fortalecido do processo municipal. Mais fortalecido que o próprio Hartung.

    Ferraço é o candidato que tem que ralar mais para viabilizar seu projeto. Primeiro depende de Colnago, depois de Hartung. Por fim precisa do apoio de prefeitos e lideranças empresariais. Sua vantagem é estar no PSDB.

    Rose é a única que vem empurrada pelas circunstâncias. Foi vice-presidente da Câmara, presidente da Comissão de Orçamento do Congresso, se elegeu senadora, e é líder do novo governo Michel Temer.

    A primeira mulher disposta a governar o Espírito Santo vem por sua força política individual. Não tem grupo político, nem a simpatia do governador Hartung.

    *Marcos Rosetti é jornalista