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  • Contato Brasil, 24 de novembro de 2017 11:01:21
Marcos Rosetti
  • 25/04/2016 16h05

    Em busca do sucessor‏

    Hartung também lavou as mãos durante o impeachment da presidente Dilma, embora torça para a posse de Michel Temer. Chegou a sugerir nomes para o eventual ministério, após ter sido consultado por Temer em reunião na Praia da Costa.

    Paulo Hartung e Michel Temer

    Em suas conversas reservadas com deputados federais, sempre as segundas-feiras, o governador Paulo Hartung (PMDB) tem repetido a mesma conversa:De que não será candidato ao governo em 2018. 

    Desta vez ele pode estar falando a verdade porque tem dado sinais de que busca um nome capaz de impedir a volta do ex-governador Renato Casagrande (PSB).

    Um dos sinais foi a reaproximação com o senador Ricardo Ferraço, que foi para o PSDB em busca de espaço para tentar a reeleição em 2018.

    Hartung também lavou as mãos durante o impeachment da presidente Dilma, embora torça para a posse de Michel Temer. Chegou a sugerir nomes para o eventual ministério, após ter sido consultado por Temer em reunião na Praia da Costa.

    Entre as cartas que o governador joga, no momento, estão Ferraço e os deputados Sérgio Vidigal (PDT) e Max Filho (PSDB). Prefere Vidigal a quem convidou para disputar o governo. Max é balão para confundir o mercado.

    Ele tenta criar uma ponte para concorrer ao Senado sem risco. Em 2018 serão duas vagas. Sua reaproximação com Brasília visa projetos maiores. O governador nunca gostou da capital federal. Mas pensa que chegou sua hora de ser ministro.

    E a melhor condição seria investido num mandato de senador.  Se aceitasse ser ministro do governo Michel Temer, teria que deixar 2 anos e sete meses de mandato para seu vice, César Colnago (PSDB).

    Hartung trabalha com planejamentos. Seus interlocutores, no entanto, não acreditam que ele não disputará a reeleição em 2018.

    Mas é real a necessidade de achar um nome que possa ocupar seu espaço no governo, desde que seja capaz de derrotar Casagrande. Hoje ele já dispõe de quatro, contando com Colnago.

    Mas a questão é saber quem tem cacife para derrotar o ex-governador. O socialista será candidato ao Senado se Hartung sair para o governo. E ao governo se PH sair para o Senado. 

    E de todos nomes que Hartung tem até o momento para enfrentar Casagrande, nenhum tem chance sozinho. A senadora Rose de Freitas não está nos planos do ainda peemedebista. Mas anda conversando com Casagrande.

    A dúvida de Hartung hoje é essa: Cuidar do seu futuro político ou derrotar Casagrande, que pode virar ministro de Temer.

    Vai tentar as duas coisas. O problema é que em política nem sempre dois e dois são quatro.