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  • Contato Brasil, 20 de outubro de 2019 08:32:14
Magno Martins
  • 29/05/2019 08h25

    Bolsonaro joga sujo com Moro

    Magno fala dos deputados federais de Pernambuco

    Jair Bolsonaro e Sérgio Moro e a confusão do momento( Foto: veja abril

    (Recife-PE)  O juiz Sergio Moro deve ter se arrependido profundamente pela troca da toga pelo Ministério da Justiça e não sabe ainda da extensão do terreno movediço em que está metido: numa nova manobra que contraria os interesses do ministro, Bolsonaro pediu, ontem, formalmente, que o Senado aprove a MP da reforma administrativa transferindo o Coaf da Justiça para a pasta da Economia.

    O engraçado é que o relator do texto original, Fernando Bezerra (MDB), líder do Governo, mantém o instrumento nas mãos de Moro. Mas se seu filho, o deputado Fernando Filho (MDB), votou na Câmara pela vinculação à Economia com certeza já havia recebido a sinalização do pai de que o Governo não ia cumprir a palavra empenhada com o ministro, de que teria os votos necessários do Senado para reverter a derrota imposta pelo plenário da Câmara dos Deputados.

    Moro não é do ramo e parece ter entrado nessa apenas por um acordo para virar ministro do STF.

    Longe da carnificina – O Governo Bolsonaro não tem sintonia nem organização. Um exemplo mais recente é a ausência do ministro da Justiça, Sergio Moro, na tragédia de Manaus, onde 55 presos foram mortos numa tentativa de rebelião. Para os mais desinformados: Moro fugiu da carnificina em Manaus e está em Portugal degustando vinhos das melhores safras portuguesas.

    Dinheiro pelo ralo – A prefeita de Ipojuca, Célia Sales (PTB), está sendo acusada de despejar muito grana num escritório de advocacia sem a devida licitação, como determina a lei. O contrato é investigado pelo Ministério Público. Só de uma transferência, a Prefeitura liberou R$ 8,6 milhão. O contrato, porém, é muito mais devastador aos cofres públicos do município.

    Discriminação – O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (sem partido), endossa as críticas ao Governo do Estado disparadas pelo prefeito de Gravatá, Joaquim Neto (PSDB), à forma discriminatória do governador aos municípios não alinhados. “Eu também não tenho recebido um tostão do Estado para obras. Tudo que estamos fazendo é em parceria com a União”, diz.

    Sem cidadania – Depois de ir ao Planalto para o café da bancada do Nordeste com o presidente Bolsonaro, o senador Jarbas Vasconcelos (MDB) deu mais um gesto, ontem, de que faz política com transparência: distribuiu com a mídia uma nota antecipando o seu voto pela manutenção do Coaf no Ministério da Justiça.

    Raul Henry

    Posse – O empresário pernambucano Gilson Neto toma posse, hoje, às 18 horas, na presidência da Embratur, em Brasília. Foi alçado ao cargo por mérito e amizade como presidente Bolsonaro. Há quem diga que se o ministro do Turismo cair, Neto dá novo voo.

    DISSIDÊNCIA – Setores da Frente Popular desconfortáveis com o PSB têm estimulado o deputado federal Raul Henry, do MDB, ligado a Jarbas Vasconcelos, a disputar a Prefeitura do Recife em faixa própria. Em outra ponta, fala-se também na candidatura do deputado André de Paula (PSD), um poço de mágoas pela rifada que sofreu na composição do secretariado.

    Perguntar não ofende: Rifado no PDT, que legenda sobraria para Túlio Gadelha disputar a Prefeitura do Recife?