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  • Contato Brasil, 25 de março de 2019 08:52:02
Genésio Jr.
  • 18/11/2018 15h05

    Dificuldades não faltam!

    Todos esses fatos tem relação direta com o Nordeste, a região do Brasil que não apoiou a eleição de nosso futuro chefe de governo e Estado

    Médicos cubanos é só um dos problemas de Bolsonaro com os nordestinos( Foto: site Uol )

    (Brasília-DF)  O Presidente Eleito Jair Bolsonaro teve uma semana polêmica sobre os interesses do Nordeste.

    Vamos lá. Primeiro, na segunda-feira, 12,  teve a indicação - feita pelo superministro indicado da Economia, Paulo Guedes - referendada pelo Presidente Eleito, do nome do economista Joaquim Levy para ocupar a Presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES).

    Na quarta-feira, 14, véspera de feriado, foram dois fatos. Logo pela manhã, o Diário Oficial da União(D.O.U) publicou portaria do ministro indicado da Casa Civil, Onix Lorenzoni, com novos gestores de grupos de trabalho da Transição Governamental. Foi confirmado o nome do deputado federal eleito Julian Lemos(PSL-PB) para comandar o grupo de trabalho de desenvolvimento regional.

    Também na quarta-feira, 14, o Presidente Eleito Jair Bolsonaro foi recebido por um grupo de 20 governadores eleitos e reeleitos. Ele nem demonstrava interesse, inicial, de ir ao evento. Os governadores nordestinos decidiram não ir e enviaram o experiente governador reeleito do Piauí, Wellington Dias, do PT, para representa-los.

    Também na quarta-feira, e por todos os dias seguintes, só se falou do rompimento anunciado e antecipado do Governo de Cuba com o programa federal Mais Médicos.

    Interessante, os cubanos tomarem esse rumo após Bolsonaro voltar a dizer que a missão de Levy vai ser abrir o segredo dos financiamentos nacionais e internacionais do BNDES, inclusive o Porto de Muriel.

    No final de semana, o site Política Real, informou que existe grande risco do Ministério da Integração Nacional deixar de existir.

    Todos esses fatos tem relação direta com o Nordeste, a região do Brasil que não apoiou a eleição de nosso futuro chefe de governo e Estado.

    Vamos esclarecer alguns pontos. Rapidamente, ao leitor(a) mais desatento. Joaquim Levy é da escola econômica de Chicago, famosa pelo liberalismo, a mesma de Paulo Guedes. Como ele já foi Ministro de Fazenda e conhece políticas públicas, coisa que não é o forte de Guedes, imediatamente se avaliou o tamanho da influência de Levy nas políticas para desenvolvimento regional.

    Bolsonaro voltou a dizer aos governadores que vai trabalhar e ajudar a todos como puder. A carta que os governadores nordestinos apresentaram a Bolsonaro, pelas mãos de W. Dias, não concorda nem um pouco com boa parte dos 13 pontos apresentados pelo outros 19 governadores eleitos e reeleitos presentes.

    Para completar o “baque” no Mais Médicos, o movimento dos cubanos vai obrigar ao novo governo se rebolar na questão da saúde, que já seria páreo duro. Bolsonaro ainda não indicou seu nome para essa pasta. O Mais Médicos com os cubanos é fundamental no Nordeste, é pane certo na saúde dos nordestinos. Na prática, em muitos estados brasileiros.

    O nome escolhido para comandar a discussão sobre desenvolvimento regional, Julian Lemos é um político do PSL que elegeu 5 deputados e deputadas entre os 151 que o Nordeste tem direito. É um político, nunca foi nada na política, não é um especialista no tema.

    A informação de que o novo governo federal não vem falando em um Ministério da Integração Nacional, conhecido como “Ministério do Nordeste”, nos leva a crer que o novo governo terá muitas dificuldades em agradar a região onde nasceu o Brasil.

    Por Genésio Araújo Jr, jornalista

    Email: [email protected]