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  • Contato Brasil, 22 de julho de 2018 09:15:26
Genésio Jr.
  • 25/02/2018 15h14

    Pode não se eleger, mas vai fazer muita gente feliz!

    Não se pode esquecer que vivemos pela primeira vez um orçamento parcialmente impositivo com déficit, porém com forte tendência de crescimento econômico que deverá impor aumento de arrecadação

    Michel Temer vai fazer muita gente feliz ao final de seu governo( Foto: Cidade News Online)

    (Brasília-DF)  A grande novidade da semana foi a possibilidade da candidatura do Presidente Michel Temer à reeleição. Acusaram isso, tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como os presidenciáveis Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

    O que isso tem a ver com a política nordestina? Não custa lembrar que dos 9 governadores nordestinos, 6 são filiados a partidos de esquerda ou de centro-esquerda como PT, PSB e PC do B. De quebra, os outros três são filiados ao MDB, que não apoiam o Planalto, destaque-se, e um outro do PSD, o partido centrista que saiu de uma costela do Democratas, notadamente.  A suprema maioria dos deputados e senadores apoiaram o Impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, assim como dão apoio ao atual Presidente da República. 

    Se o Michel Temer é mal avaliado pelos brasileiros, quando se trata dos nordestinos esses índices ainda são mais elevados. Imaginar que a candidatura do atual chefe de Estado e Governo possa ter futuro parece coisa de maluco, e quanto se trata de Nordeste pior ainda!  Para se chegar à Presidência da República, desde a redemocratização, tem sido fundamental vencer o pleito no Nordeste. Isso passou a ser relevante desde 1.994, especialmente.  Na eleição de 1989, uma disputa sem escolhas nos estados e no Congresso, o Nordeste foi importante, mas naquela época os grandes colégios eleitorais de São Paulo e Minas gerais foram mais importantes.

    É bom destacar, aqui, em todas essas eleições tivemos nomes de destaque como Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.  Nas eleições de Dilma Rousseff, tivemos o efeito Lula.  Nessa de 2018, tudo indica, para decepção dos petistas, especialmente, o ex-presidente Lula corre o seríssimo risco de não ter seu nome na chapa, face a condenação em segunda instância por conta da Lava Jato.  Com isso, se arrisca dizer, que todos são zés, ninguém tem nome sonoro e retumbante!

    Todo esse alarido em torno de uma candidatura do MDB, com o Presidente Temer, parece mais coisa de áulicos ou de guarda pretoriana.  A coisa surgiu por conta do sucesso inicial que foi, junto ao grande público, da ainda iniciante intervenção federal na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

    Não é possível dizer se um sucesso, breve que seja, das medidas de segurança serão suficiente para animar todos os eleitorados, mas parece certo, sim, que o Palácio do Planalto será um grande eleitor, seja de Temer, de um candidato do MDB ou de um nome que tenha a simpatia do Presidente da República e a máquina que representa.  Esse é o ponto que ter que ser admitido ainda que seja tudo muito breve. 

    Não se pode esquecer que vivemos pela primeira vez um orçamento parcialmente impositivo com déficit, porém com forte tendência de crescimento econômico que deverá impor aumento de arrecadação. Quem conhece a força do Governo Federal foi acostumado com superávit, contigenciamento e suplementação orçamentária. Vamos viver um tempo de déficit e antecipação de receita.  Temer, certamente, pode não se eleger, mas vai eleger muita gente!

    Por Genésio Araújo Jr, jornalista

    Email: [email protected]