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  • Contato Brasil, 25 de setembro de 2017 03:12:39
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Genésio Jr.
  • 09/04/2017 12h19

    Temos que aprender mais com eles!

    Para o leitor atento ter uma ideia, os estados do Sul tiveram recuos na economia nesses três anos de crise histórica, mas todos apresentaram recuos abaixo da média nacional

    O Brasil do sul tem o que falar( Foto: imagem de internet)

    (Brasília-DF) Uma das grandes angústias nacionais, especialmente para quem vê na política a única saída, parece ser que não temos mais grandes lideranças. Um dos últimos a desempenhar esse papel, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não parece estar na mesma forma do passado. A crise econômica, política e moral por qual passamos tem muito de seu patrocínio, direto ou indireto. Ele está aí, muito forte, especialmente no Nordeste, para uma nova disputa presidencial, porém nos outros campos políticos, parece que não temos muito mais coisa a nos servir.

    Lideranças nacionais não as temos mais. Houve época que tínhamos gente aos borbotões,  no centro e na esquerda. Na direita, nem tanto, até porque tínhamos recém saído de um período de exceção comandado por militares e notórios conservadores.  Hoje, não vemos mais isso: lideranças. Sempre que posso ressalto o papel de lideranças nordestinas nesse jogo todo, porém, como nosso país é gigante e todo mundo pode colaborar para o fortalecimento das instituições e de nossa estrutura política e social - avaliei, para minha surpresa como a região nacional que tem boa parte dos melhores atributos brasileiros não consegue nos convencer e legar alternativas para tomar de conta da política brasileira. Falo do Sul do Brasil.

    Há última vez que eles foram proeminentes, com seus nomes e não com seus exemplos, foi com Getúlio Vargas e depois, no mais recente período de exceção, com os generais presidentes, boa parte deles gaúchos. A ex-presidenta Dilma Rousseff, que nasceu mineira mas se fez no Sul, no Rio Grande, colocou alguns dos seus sulistas ao lado. Deu no que deu. Eles demonstraram incompetência para a gestão política num momento de intensa crise.

    Agora, não existe “Complexo de Gabriela” na Política(lembrando: eu nasci assim, vou viver assim, vou morrer assim...). O Sul do Brasil desenvolveu a melhor das tecnologias na agricultura. Somos um exemplo neste setor. Os sulistas se soltaram Brasil afora e levaram o agronegócio. Os sulistas são craques no cooperativismo que cola como grude na cultura do empreendedorismo, que se dissemina no Brasil nos últimos anos. Para o leitor atento ter uma ideia, os estados do Sul tiveram recuos na economia nesses três anos de crise histórica, mas todos apresentaram recuos abaixo da média nacional. 

    A economia no Brasil recuou 3,6% em 2016, porém o Rio Grande do Sul, que vive um pandemônio com a crise do Estado, com atraso de servidores públicos e tudo mais - teve um recuou econômico da ordem de 3,1%. O Paraná que tem problemas flagrantes, na lida do Estado, recuou não mais que 2,4%. 

    Os poderosos estados “políticos” do Nordeste, a maioria, tiveram recuos na atividade econômica acima da média nacional. Para se ter uma ideia, a maior economia do NE, a Bahia apresentou números negativos da ordem de 4,9% do PIB, em 2016.  O Ceará apresentou números piores, -5,3%, e o Congresso é presidido por um cearense! 

    Os políticos sulistas nem sonham em chegar ao comando do Congresso Nacional. Eles não tem poder de formular grandes soluções nacionais. O que é está errado nisso? O Brasil tem que dar o seu jeito de aprender com o melhor que os sulistas têm para oferecer ao jogo político nacional. Os que fazem mais errado estão mandando e os que fazem algo não conseguem ser ouvidos, ou melhor aproveitados.  Ciladas brasileiras.

    Por Genésio Araújo Jr, é jornalista

    Emial: [email protected]