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  • Contato Brasil, 20 de novembro de 2017 05:34:09
Genésio Jr.
  • 19/02/2017 13h46

    Lula e Bolsonaro: tudo isso?!

    Esta coluna, sempre atenta as questões nordestinas, não poderia deixar de avaliar os números a partir do que foi divulgado

    (Brasília-DF) Até para os não-brasileiros é sabido que o ano só começa depois do Carnaval! Como tudo está de pernas para o ar, clima maluco, paulista fazendo Carnaval do bom, os estadunidenses elegendo gente que é contra a história e criação do EUA, a Rússia voltando a ser protagonista, Europa deixando de ser pluralista e gregária e o diabo-a-quatro, temos que concordar que o ano, no Brasil, começou com todo gosto e bem antes da Folia de Momo!

    A pesquisa feita pelo Instituto MDA a pedido da Confederação Nacional dos Transportes(CNT) marcou a semana ao mostrar que o ex-presidente Lula está vivíssimo para uma disputa presidencial de 2018. Outro ponto relevante foi a atenção que foi dada ao deputado Jair Bolsonaro(PP-RJ) que chegou a dois dígitos e fica na frente de tucanos como o senador Aécio Neves(MG) e o governador Geraldo Alckmin(SP).

    É claro que estamos ainda muito longe, vão dizer que não existe mobilização para isso, as pessoas estão preocupadas com as contas e tal e qual! Motivos não faltam para desmerecermos essa pesquisa. Porém, existe, nem que seja um, para dar alguma atenção. Os petistas ficaram furiosos pois alguns poucos veículos importantes deram atenção a amostragem. O jornal “Valor Econômico”, voltado para os diversos setores econômicos, até que deu atenção. Os sites petistas se desdobraram em valorizar a informação.

    Esta coluna, sempre atenta as questões nordestinas, não poderia deixar de avaliar os números a partir do que foi divulgado.  O ex-presidente Lula teve uma média em torno de 30% nas intenções de votos estimuladas.  Uma tradição do PT, que se mantém inabalada mesmo com os estragos feitos pela ex-presidenta Dilma Rousseff.  No Nordeste, ele chega a ter 58,2%. Já no Sudeste, ontem estão São Paulo, Minas e Rio de Janeiro, ele ficar com 17,5%.

    O fato novo, Jair Bolsonaro, ele que, na média, fica com algo em torno de 11% chega a ter no Nordeste não mais que 5,4%.  No Sudeste, assim como Lula, avança sobre sua média e chega a 14,4%.

    Se dependesse só do Nordeste e do Sudeste, esses dois “pré-candidatos” seriam favoritos. Lula a vencer a disputa em primeiro turno e Bolsonaro a se credenciar a um segundo turno.

    O Nordeste dá sinais de que está muito saudoso dos melhores momentos do Lulismo, enquanto ainda pouco entende o que significa Bolsonaro.  Nas últimas eleições presidenciais, já escrevi noutros momentos, ficou evidente que só chega lá quem tem força no Nordeste e no Sudeste.  As outras regiões são coadjuvantes, até porque menos populosas.  O Nordeste caminha em bloco, enquanto o Sudeste se divide, especialmente em São Paulo, porém Minas e Rio de Janeiro têm sido determinantes. 

    Especula-se, e é crível imaginar, que quase todos os partidos deverão ter candidatos presidenciais em 2018. Como a Reforma Política mais uma vez foi para o vinagre, a não se que todos concordem que o “Fator Bolsonaro” pode virar um barril de pólvora, seria uma forma de colocar o pé na porta de uma nova pretensão de reforma depois de 2018.  Começar a nova temporada, passado o fatídico 18, com um patrimônio das urnas históricas pode ser a garantia de sobrevivência partidárias. 

    A eleição de 18 deste século tem tudo para ser muito parecida com a de 89 do século passado.  Teremos extremos e meios.  Lula e Bolsonaro são os exemplos. O tempo dirá se a saudade do passado e o medo do futuro serão as verdadeiras nota de corte da rediviva democracia brasileira.

    Por Genésio Araújo Jr, jornalista

    e-mail: [email protected]