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  • Contato Brasil, 25 de setembro de 2017 03:06:26
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Genésio Jr.
  • 12/02/2017 12h38

    Barriga cheia: a única saída

    Pergunta-se: por que as pessoas não vão para as ruas reclamar contra ações que podem barrar a Lava Jato e contra poderosos que no lugar de pensar nos interesses maiores da sociedade se preparam para resolver seus problemas?

    (Brasília-DF)  Não dá para negar que a última semana seria para o Governo Federal comemorar, mas não é o que se vê!

    A inflação de janeiro de 2017 foi uma das menores já apuradas para o período - 0,38%, o que apontaria para uma inflação de 5,35% no ano, mas se avalia que ela fique dentro do centro da meta. Analistas conservadores, como Delfim Neto que divulgou em sua coluna no Valor de terça-feira,07 -, já trabalham com o retorno de um crescimento econômico entre o terceiro trimestre deste ano e o primeiro trimestre de 2018 com algo em torno de 1,5% do PIB e um juro real muito próximo de 9% ao ano. As agências internacionais de ratings já avaliam que deixou de piorar e que tudo depende da política.

    Na política, os movimentos dos agentes, especialmente no Senado, para anestesiar a Lava Jato é notória, assim como a indicação do ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, para vaga no Supremo Tribunal Federal, e a forte polêmica que se transformou a nomeação do senhor Wellington Moreira Franco para a Secretaria Geral da Presidência da República, ele que era Secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) que não tinha status de Ministério mas já era um super posto de poder na Esplanada. Tem juiz avaliando que a nomeação de Moreira Franco para o posto, ele que é investigado na Lava Jato, mas que não tem inquérito e nem processo aberto, é semelhante a que foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil no Governo da Presidenta Dilma Rousseff. Fugir da Lava Jato.

    Pergunta-se: por que as pessoas não vão para as ruas reclamar contra ações que podem barrar a Lava Jato e contra poderosos que no lugar de pensar nos interesses maiores da sociedade se preparam para resolver seus problemas? É verdade que vivemos uma grave discussão sobre o que é ética neste Século XXI, em que sociedades gregárias, mundialistas e plurais como a europeia, especialmente, se fecham contra a chegada de gente atingida mortalmente pela segregação e perseguição. Gente como os estadunidenses vão contra a formação do próprio país(John Admans, Thomas Jefferson, Benjamin Franklin, George Washington, entre outros)   elegendo e dando apoio às ideias que representa o senhor Donald Trump. Estamos vivendo um grande dilema. Quanto a nossa realidade, percebemos que existe uma sensação na sociedade que a vida parou de piorar, e que a conta não pode ser liquidada de uma vez só! 

    Os apoiadores do governo anterior podem dizer que o conservadorismo da sociedade brasileira é tão forte que aprisiona ações progressistas que, mal ou bem, tem como vocação impor um desenvolvimento em que os menos favorecidos sejam incorporados. Esse conservadorismo, arraigado do topo da cadeia alimentar até outras camas, se apropria do Estado e da sociedade. Em verdade, as ruas estão vazias, por enquanto, mas isso tem limite. 

    Essa tentativa de segurar as ruas tem data certa para acabar. Se o crescimento econômico não vier, e rápido, as pessoas não vão tolerar. Os poderosos que querem segurar a Lava Jato, querem buscar uma maioria que lhes dê o mesmo conforto que fez com que Lula escapasse do Mensalão. No Brasil, as pessoas não ligam para o que os poderosos fazem de indecente quando estão de barriga cheia. Seja eles conservadores ou progressistas!

    Boa semana a todos.

    Por Genésio Araújo Jr, jornalista

    Email: [email protected]