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  • Contato Brasil, 26 de abril de 2018 23:30:53
Edson Vidigal
  • 29/03/2018 13h25

    Uma pausa para meditação

    Pedro não sabia de fato se estava sendo libertado. Imaginava que aquilo de tão bom podia ser apenas uma visão

    Anjo da Guarda( Foto: you tube)

    Nesta passagem do Ato dos Apóstolos desponta Herodes, o rei malvado. Depois daquele infanticídio eliminando as criancinhas contemporâneas de Jesus, passado um tempo, mandou matar Tiago, irmão de João.

    Quando viu que a morte de Tiago agradou a alguns da elite receosa do poder do evangelho cristão, mandou prender Pedro, um dos primeiros apóstolos – promovido por Jesus a pescador de almas. Ate então, só pescava peixes.

    Vigiado por forte esquema policial, Pedro seria exibido e humilhado em praça publica por Herodes depois do dia da páscoa. Segunda feira próxima, digamos assim.

    Na véspera do programado, Pedro ainda dormia no cárcere amarrado a duas correntes amarradas aos policiais.

    Dentro de Pedro, entranhado em sua alma e consciência, morava um anjo. O seu Anjo da Guarda. Anjo, aliás, que habita discretamente, dentro de cada um de nós, cristãos. Temos o mau costume de ignorá-lo.

    Então uma luz visível somente por Pedro se acendeu. Sentiu que o seu corpo, à altura dos ombros, estava sendo tocado. Era o seu Anjo da Guarda. Levante-se depressa, homem!

    As correntes se desprenderam. Aperte o cinto e amarre as sandálias! Instruiu-lhe o anjo. Vem comigo!

    Pedro não sabia de fato se estava sendo libertado. Imaginava que aquilo de tão bom podia ser apenas uma visão.

    Cético que só ele – antes, naquela fatídica noite, arrolado como testemunha no Inquérito Policial romano, já havia negado conhecer Cristo por três vezes até que o galo entoasse o seu primeiro cocorocó, - Pedro foi em frente como se os seus passos fossem as passadas do anjo.

    Quando, enfim, entendeu que aquilo tudo era uma ordem do Senhor Deus para não cair no ridículo do circo armado por Herodes, o malvadeza, Pedro rumou para a casa de Maria, mãe de João Marcos, onde muitos estavam reunidos, orando.

    A mulher da casa de Maria que foi abrir a porta para Pedro chamava-se Rode, a qual ao reconhecer-lhe a voz ficou tão contente que ao invés de abrir a porta, voltou correndo para a sala contando que Pedro estava lá fora.

    Você está maluca, mulher? E quando Rode insistiu que era verdade, então, incrédulos, os que oravam interromperam suas rezas e passaram admitir que ao invés de Pedro, era o seu Anjo quem batia à porta.

    Enquanto isso, Pedro continuava batendo na porta. Finalmente, cumprindo-se a promessa de Jesus – batei e a porta se abrirá – alguém, e não mais Rode, abriu a porta e então todos puderam ver que era Pedro mesmo.

    Assustados, os que rezavam ouviram de Pedro como o Senhor Deus, por seu Anjo da Guarda, o tirou da prisão de Herodes. Contem isso a Tiago e aos outros irmãos.

    Em seguida, Pedro saiu dali e foi para outro lugar. Incerto e não sabido pelos policiais de Herodes. Não o encontrando, os policiais foram mortos um por um, a mando de Herodes.

    O capitulo seguinte cuida da morte de Herodes. Enfim.

    Quanto à libertação de Pedro o que fica nesta quinta feira santa é a lembrançade que dentro de cada um de nós mora um anjo. O nosso Anjo da Guarda. Quem ainda não o percebeu, busque-o na meditação e o encontrará.

    Quando eu era criança me ensinaram a rezar para o meu Anjo da Guarda – Santo Anjo do Senhor meu zeloso guardador que a ti me confiou a bondade Divina. Sempre me reja, me guarde e me ilumine.

    Olha que esse meu Anjo da Guarda, sempre alerta na minha intuição, tem me tirado de cada boca quente que nem imaginas. Você aí, saia ao encontro do seu Anjo da Guarda, cuide bem dele.

    Edson Vidigal, preso politico e cassado aos 19 anos de idade, Advogado e cristão, foi Presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal.

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    29.03.18