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  • Contato Brasil, 22 de setembro de 2019 02:58:13
Política de Brasília para Brasília
  • 25/04/2019 11h45

    PREVIDÊNCIA: Distrito Federal, segundo o Governo Federal, poderá economizar até R$ 21,59 bilhões em 10 anos

    Veja a tabela com informações

    Rogério Marinho divulga que DF vai ganhar bilhões ( Foto: Agencia Brasil)

     

    Começou a guerra da comunicação para ver quem vence na questão da Previdência. O Governo Federal divlu através do Ministério da Economia que existe uma projeção da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia  que prevê uma economia de R$ 21,59 bilhões para o Distrito Federal nos próximos 10 anos com a reforma da Previdência.

    Este é o valor que o governo distrital deixará de gastar com pagamentos de aposentadorias, pensões e demais benefícios dos seus servidores.

    A economia é consequência das alterações nas novas regras de cálculo para os benefícios, nas alíquotas de contribuição e no tempo de atividade dos servidores previstas na proposta de emenda à Constituição que tramita na Câmara dos Deputados.

    Pelo texto, as mudanças valerão tanto para os funcionários da União quanto para os dos estados. O mesmo ocorrerá com as carreiras militares estaduais, que, de acordo com projeto de lei apresentado pelo governo, deverão seguir as regras das Forças Armadas.

    Em todo o Centro-Oeste, a estimativa é de que essa economia possa chegar a R$ 50,47 bilhões em 10 anos. Se levados em conta os valores que deixarão de ser gastos em todas as unidades federativas do Brasil, em uma década os governos terão deixado de gastar R$ 350,66 bilhões(confira tabela abaixo).

    Para o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, a aprovação da Nova Previdência vai contribuir para equilibrar as contas dos estados.

    "O modelo em que estamos ruiu. Estados e municípios têm dificuldades de prover necessidades básicas da população, de educação, de segurança, de infraestrutura. O orçamento é gasto com o pagamento de salários, aposentadorias e benefícios", afirmou.

    Déficit

    O secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, acrescenta que o valor que os governos estaduais deixarão de gastar a partir da Nova Previdência poderá, em alguns casos, sanar seus déficits previdenciários.

    De acordo com dados do final de 2018, apenas quatro estados fecharam o com saldo previdenciário positivo: Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins. Os demais possuíam um déficit que, somado, chegava a R$ 90 bilhões anuais.

    “Mais da metade do que o Brasil arrecada vai para a Previdência, e isso só cresce. São imposições demográficas, despesas obrigatórias, e o Brasil acaba não investindo”, observa Bianco.

     

    Projeção de Economia nos Estados (em bilhões de reais)

     

     

    SERVIDORES

    MILITARES

    TOTAL

    ESTADO/REGIÃO

    4 ANOS

    10 ANOS

    4 ANOS

    10 ANOS

    4 ANOS

    10 ANOS

    NORTE

    7,46

    30,93

    1,64

    4,75

    9,10

    35,68

    Amazonas

    1,25

    5,17

    0,23

    0,72

    1,48

    5,89

    Acre

    0,78

    3,05

    0,06

    0,15

    0,84

    3,20

    Amapá

    0,64

    2,72

    0,2

    0,74

    0,84

    3,46

    Pará

    2,23

    9,15

    0,61

    1,51

    2,84

    10,66

    Rondônia

    1,06

    4,05

    0,06

    0,2

    1,12

    4,25

    Roraima

    0,31

    1,41

    0,07

    0,25

    0,38

    1,66

    Tocantins

    1,19

    5,38

    0,41

    1,18

    1,60

    6,56

    NORDESTE

    14,84

    65,84

    3,15

    10,4

    17,99

    76,24

    Alagoas

    1,07

    4,2

    0,31

    0,89

    1,38

    5,09

    Bahia

    4,18

    18,63

    0,67

    2,94

    4,85

    21,57

    Ceará

    1,92

    8,38

    0,35

    1,13

    2,27

    9,51

    Maranhão

    1,31

    5,55

    0,2

    0,69

    1,51

    6,24

    Paraíba

    0,93

    4,01

    0,31

    0,82

    1,24

    4,83

    Pernambuco

    2,25

    10,54

    0,52

    1,6

    2,77

    12,14

    Piauí

    0,94

    4,61

    0,35

    0,82

    1,29

    5,43

    Rio Grande do Norte

    1,5

    6,41

    0,28

    0,99

    1,78

    7,40

    Sergipe

    0,74

    3,51

    0,16

    0,52

    0,90

    4,03

    CENTRO-OESTE

    10,19

    48,27

    0,38

    2,2

    10,57

    50,47

    Mato Grosso

    2,34

    10,22

    0,16

    0,81

    2,50

    11,03

    Mato Grosso do Sul

    1,29

    5,62

    0,16

    0,78

    1,45

    6,40

    Goiás

    2,08

    10,84

    0,06

    0,61

    2,14

    11,45

    Distrito Federal

    4,48

    21,59

    0

    0

    4,48

    21,59

    SUDESTE

    23,45

    106,02

    7,7

    28,36

    31,15

    134,38

    São Paulo

    11,47

    48,53

    3,21

    10,53

    14,68

    59,06

    Minas Gerais

    5,38

    25,93

    3,47

    10,91

    8,85

    36,84

    Rio de Janeiro

    5,19

    25,93

    0,78

    6,08

    5,97

    32,01

    Espírito Santo

    1,41

    5,63

    0,24

    0,84

    1,65

    6,47

    SUL

    10,7

    47,96

    1,78

    5,93

    12,48

    53,89

    Santa Catarina

    1,25

    6,33

    0,43

    1,4

    1,68

    7,73

    Paraná

    6,71

    27,42

    0,67

    2,54

    7,38

    29,96

    Rio Grande do Sul

    2,74

    14,21

    0,68

    1,99

    3,42

    16,20

    TOTAL

    66,64

    299,02

    14,65

    51,64

    81,29

    350,66

     

     

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)