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  • Contato Brasil, 11 de dezembro de 2018 07:05:18
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Política de Brasília para Brasília
  • 20/07/2018 21h39

    IPCA-15 em Brasília ficou acima da média nacional, 0,77%

    O IBGE registra que o IPCA-15 em Brasilia ficou acima da média nacional

    Inflação em queda mas nem tanto em Brasilia( Foto: site Sul)

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,64% em julho, mostrando uma redução de 0,47 ponto percentual (p.p.) em relação à taxa de junho (1,11%). Essa foi a maior taxa para um mês de julho desde 2004 (0,93%). A variação acumulada no ano ficou em 3,00%. No acumulado dos últimos doze meses, o índice acelerou para 4,53%, acima dos 3,68% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Já em julho de 2017, a taxa foi -0,18%.  O IPCA-15 de Fortaleza ficou em 0,33%, em Salvador foi de 0,40% e no Recife ultrapassou a média nacional e chegou a 0,72%

    Apesar da desaceleração de junho para julho, Alimentação e bebidas (0,61%) e Transportes (0,79%), aliados à aceleração do grupo Habitação (1,99%), foram os principais impactos no IPCA, contribuindo com 0,61 p.p., ou 95% do índice.

    O grupo dos alimentos que, em junho, apresentou alta de 1,57%, veio em julho com taxa de 0,61%. Essa desaceleração ocorreu por conta do realinhamento nos níveis de preços médios de itens alimentícios, que haviam subido em junho, em decorrência da paralisação dos caminhoneiros ocorrida no final do mês de maio. Entre os itens com as principais variações negativas do mês de julho estão batata-inglesa (-24,80%), tomate (-23,57%), cebola (-21,37%), hortaliças (-7,63%) e frutas (-5,24%).

    LEITE E FRANCO EM ALTA

    Por outro lado, outros itens alimentícios seguem em alta, como o leite longa vida (18,30%), o frango inteiro (6,69%), o frango em pedaços (4,11%), o arroz (3,15%), o pão francês (2,58%) e a carne (1,10%).

    A alimentação fora (0,38%), por sua vez, mostrou leve aceleração no nível de preços ante a taxa de 0,29% registrada em junho.

    No grupo Transportes (0,79%), após a alta de 5,94% no mês de junho, os combustíveis vieram com queda de 0,57%, por conta da redução nos preços médios do óleo diesel (-6,29%), do etanol (-0,78%) e da gasolina (-0,37%).

    Ainda nos Transportes, sobressai o item passagem aérea, com variação de 45,05% e impacto de 0,12 p.p. Destacam-se também os itens: ônibus interestadual (4,60%), decorrente do reajuste médio de 10,14% nas passagens, a partir de 2 de julho; ônibus urbano (1,42%), em razão do reajuste de 9,72% no valor da passagem no Rio de Janeiro (7,50%), a partir de 21 de junho; e ônibus intermunicipal (1,07%), em função dos reajustes médios de 8,94% em 17 de junho e 4,50% em 18 de junho, respectivamente nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (9,40%) e São Paulo (1,12%).

    No item pedágio (0,46%), foram apropriados os reajustes concedidos a partir de 1º de julho em diversas praças de São Paulo (0,67%), os quais variaram entre 2,34% e 3,37%; também houve reajuste, de 4,88%, em um dos pedágios do Rio de Janeiro (0,41%), a partir de 5 de junho.

    O grupo Habitação acelerou em relação a junho, mostrou a maior variação entre os grupos, (1,99%) e, também, o maior impacto (0,31 p.p.), respondendo por quase metade do IPCA-15 de julho. O destaque foi o item energia elétrica (6,77%) – maior impacto individual no índice do mês, 0,25 p.p., em razão de reajustes ocorridos em algumas regiões pesquisadas.

    Ainda no grupo Habitação, o item gás de botijão subiu 1,36%, com as áreas variando entre -1,38% na região metropolitana de Belém e 5,93% na região metropolitana de Salvador. Em 5 de julho, a Petrobrás autorizou reajuste de 4,38% para o botijão de 13 kg nas refinarias. Já o item gás encanado (1,24%) reflete o reajuste de 3,35% ocorrido nas tarifas de São Paulo (3,19%), a partir de 31 de maio.

    A alta do item taxa de água e esgoto (1,27%), também do grupo Habitação, é decorrente dos seguintes reajustes:

    • Porto Alegre (0,45%) - reajuste de 2,15% a partir de 1º de julho
    • Goiânia (1,42%) – reajuste de 3,37% a partir de 1º de julho
    • Salvador (3,70%) – reajuste de 4,09% a partir de 12 de junho
    • São Paulo (2,86%) – reajuste de 3,50% a partir de 9 de junho
    • Curitiba (0,17%) – reajuste de 5,12% a partir de 17 de maio.
    •  

    Os demais grupos de produtos e serviços tiveram variações entre o -0,14% do Vestuário e o 0,36% dos Artigos de residência.

    REGIONAL

    Todas as onze regiões pesquisadas apresentaram desaceleração na variação de um mês para o outro, mas apenas a região metropolitana de Curitiba (1,01%) registrou índice acima de 1,00%, em razão do reajuste de 15,06% nas tarifas de energia elétrica (12,10%), a partir de 24 de junho. O menor resultado ficou com a região metropolitana de Belém (0,07%), em função da queda no preço médio do item tomate (-22,95%).

     

    Região

    Peso Regional (%)

    Variação Mensal
    (%)

    Variação acumulada (%)

    Junho

    Julho

    Ano

    12 meses

    Curitiba

    7,79

    1,04

    1,01

    3,25

    4,81

    São Paulo

    31,68

    1,02

    0,77

    2,94

    5,12

    Belo Horizonte

    11,23

    1,37

    0,74

    3,45

    4,58

    Brasília

    3,46

    1,15

    0,74

    2,33

    4,66

    Recife

    5,05

    0,95

    0,72

    2,86

    3,65

    Rio de Janeiro

    12,46

    1,23

    0,57

    3,47

    4,18

    Porto Alegre

    8,40

    1,24

    0,48

    3,47

    4,89

    Salvador

    7,35

    1,07

    0,40

    3,17

    4,13

    Goiânia

    4,44

    1,36

    0,36

    1,90

    4,91

    Fortaleza

    3,49

    1,06

    0,33

    2,65

    3,14

    Belém

    4,65

    0,76

    0,07

    1,80

    2,37

     

    Brasil

    100,00

    1,11

    0,64

    3,00

    4,53

     

    Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de junho a 12 de julho de 2018 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de maio a 13 de junho de 2018 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

    ( da redação com informações de assessoria)