• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 18 de novembro de 2018 04:59:37
Política de Brasília para Brasília
  • 22/04/2018 12h10

    Começa a campanha de vacinação no Distrito Federal

    O chamado Dia D, o Dia de Mobilização Nacional, está previsto para 12 de maio. Nessa data, a pasta espera vacinar cerca de 200 mil pessoas no DF

    Secretário de Saúde falou sobre a vacinação que começa nessa segunda-feira

    Nesta segunda, 23 de abril, se inicia a vacinação contra a influenza no Distrito Federal. Durante a campanha, que vai até 1º de junho, 114 postos vão funcionar de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas — aqueles que têm quatro ou mais equipes de Saúde da Família atendem das 7 às 19 horas.

    Na área rural, em razão de uma logística diferente de armazenamento das doses, o cronograma de vacinação é por escala. A população atendida deve procurar sua unidade de saúde para saber os dias e horários.

    A vacina é distribuída pelo Ministério da Saúde e previne contra H1N1 e H3N2, subtipos do vírus influenza A, e contra influenza B.

    De acordo com a Secretaria de Saúde, das 777.700 doses que o DF receberá do governo federal, chegaram 400 mil até agora. A distribuição para os postos foi iniciada nesta manhã.

    Em entrevista coletiva na tarde dessa sexta-feira, 20, o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, destacou que já existem casos de H1N1 no DF neste ano e reforçou a importância da vacina: “O vírus está circulando. Há ainda mais necessidade de fazermos a vacinação com eficiência”, disse para convocar a população-alvo.

    Em 2018, há sete casos de H1N1 confirmados em moradores do DF, sendo que um resultou na morte, em março, de um homem de 54 anos com doença hematológica (sanguínea), e seis casos de H3N2, sem óbitos.

    Estão confirmadas ainda outras duas mortes por síndrome respiratória aguda grave, ambas em crianças, mas uma causada por metapneumovírus, e a outra, pelo vírus sincicial — este último o mais comum hoje no DF.

    No mesmo período de 2017, não houve registro de H1N1, mas foram nove casos de H3N2, com duas mortes. Em 2016, a pasta confirmou, também do início do ano à 15ª semana, 52 casos e sete óbitos por H1N1, além de três registros de H3N2 sem mortes.

    A pasta monitora os casos de síndrome respiratória aguda grave, situações em que há internação, conforme o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde.

    A estimativa é vacinar 706.988 pessoas, com meta de cobertura de 90% de cada um dos grupos prioritários.

    O chamado Dia D, o Dia de Mobilização Nacional, está previsto para 12 de maio. Nessa data, a pasta espera vacinar cerca de 200 mil pessoas no DF.

    Poderão se imunizar de forma gratuita aqueles que fazem parte dos grupos prioritários. São eles:

    Crianças de 6 meses a 5 anos incompletos

    Grávidas em qualquer idade gestacional

    Puérperas (até 45 dias pós-parto)

    Pessoas com 60 anos ou mais

    Pessoas com doenças crônicas e outras categorias de risco clínico (nesses casos, é preciso apresentar prescrição médica)

    Povos indígenas

    População privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas

    Professores das redes pública e privada

    Trabalhadores da área de saúde

    Os que têm doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais e que já estão em programas de controle do Sistema Único de Saúde (SUS) devem se vacinar nos postos em que são cadastrados.

    Se o local de cadastro não tiver vacinação, é preciso solicitar prescrição médica para se imunizar em uma das 114 unidades de saúde disponíveis na campanha.

    Para idosos acamados, que não podem se deslocar até os postos, há a opção de agendar a vacina em domicílio a partir de segunda (23), pelo telefone 160 do Disque Saúde.

    O secretário Humberto Fonseca destacou ainda que a vacina não provoca a gripe. No entanto, pessoas com quadro de febre não devem se vacinar para que o sintoma não seja confundido com uma reação vacinal.

    A vacina é contraindicada para quem tem história de reação anafilática dessa imunização, bem como a qualquer componente da vacina ou alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e derivados.

    Os indivíduos que tiveram síndrome de Guillain-Barré no período de até seis semanas após uma dose anterior devem buscar avaliação médica sobre benefício e risco da vacina.

    Orientação para as escolas

    A diretora da Vigilância Epidemiológica, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da pasta, Maria Beatriz Ruy, citou medidas que devem ser adotadas em escolas e outros ambientes que têm aglomeração como igrejas e eventos.

    “É muito importante ter ventilação, circulação de ar adequada. Se as escolas identificarem crianças com sintomas, que orientem os pais a levarem-nas em unidades de saúde e, se tiverem de fato doentes, que os pais não as levem para a escola”, exemplificou.

    Não está prevista vacinação em unidades de ensino. Professores e crianças dentro da faixa etária de prioridade devem ir até os postos.

    ( da redação com informações de assessoria)