• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 17 de dezembro de 2018 05:49:29
publicidade


Misto Brasília - Por Gilmar Correa
  • 08/10/2018 19h19

    Os olhos da mídia internacional

    Brasil nunca deixou de chamar a atenção do capital internacional e não seria diferente nas eleições

    A imprensa internacional está sempre a serviço de algum interesse/Arquivo

    A capa da revista The Economist fala por si. Abre a caixa de ferramentas contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL). A publicação, como era de se imaginar, provocou polêmica nas redes sociais com repecussões à esquerda e à direita.

    Sem entrar no conteúdo do que disse a revista liberal e à sua linha editorial, aqui vale um registro.

    Não há inocentes nos comandos da imprensa internacional, assim como não há ingênuos entre as multinacionais, investidores ou aproveitadores de grosso calibre. Como se diz, o jogo é pesado facilitado muitas vezes por entreguistas.

    O Brasil já foi a oitava ou a quinta economia do mundo. Mas nunca deixou de chamar a atenção do capital internacional. Seria ingenuidade pensar que nestas eleições - as mais complicadas das últimas três décadas - não despertasse a cobiça de empresas, ONGs e todo o tipo de grupo interessado em abocanhar um quinhão de nossas riquezas ou até mesmo de nosso território.

    O Brasil tem a maior reserva de água do mundo. Somente neste aspecto pode-se imaginar os interesses de países e conglomerados nesta riqueza. Temos a maior biodiversidade do planeta. Reservas de petróleo, potencial riquezas nos subsolos, nos campos de produção agrícola e todo o gênero de consumo que ainda está para ser despertado.

    imprensa internacional não desconhece e, de uma forma ou outra, está à serviço desses interesses. Não seria diferente na The Economist, seja como representante da esquerda, como dizem alguns, ou como símbolo do capital, como analisam outros.

    A Bloomberg, com sede em Nova Iorque, não esconde de ninguém que está de olho em números e resultados brasileiros. Recentemente, falou abertamente e sem constrangimentos, sobre a venda do petróleo brasileiro de qualquer jeito, sem respeitar os interesses locais.

    E quem seriam o El País ou a CNN, o The Guardian, o Le Monde ou o The New York Times senão representantes de interesses dos seus países ou de grupos transnacionais numa economia globalizada? Todos eles estão com olhos no Brasil e não rara vezes divulgam notícias que contrariam interesses de brasileiros, mas agradam a seus mentores.

    A China também está aqui com seu noticiário e sabe muito mais do Brasil que nós, os brasileiros, sabemos deles. Os chineses são os maiores parceiros comerciais e não vá imaginar que os asiáticos não gostariam de levar um bom naco daqui a preço de banana. Ou os japoneses? Ou quem são os donos do Google, do Facebook, da Netflix ou das empresas de todos os celulares que usamos e não dispensamos?

    A observação não é um caso de abrir uma guerra com a imprensa e a mídia estrangeira, mas registrar que tem muita gente de olho em nossas divisas e, não rara vezes, portencializar para baixo nossa imagem. E não há inocência num mundo cada vez mais competitivo e desigual. Olhos abertos.