• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 17 de outubro de 2018 17:34:23
Misto Brasília - Por Gilmar Correa
  • 07/08/2018 14h58

    DF no compasso das articulações nacionais

    A poucos meses das eleições, o quadro político na capital federal mostra-se ainda bem confuso

    A estátua da loba que amamenta os irmãos Rômulo e Remo na frente do Buriti/Arquivo/Divulgação

    As composições políticas para a campanha à Presidência da República tem consequências nas articulações no Distrito Federal. O último exemplo desta tarde foi a decisão do PSB em fechar acordos regionais com o PT.  Diante da ameaça, Rodrigo Rollemberg já disse que com o PT não tem conversa.

    Sem o PSB, o PDT pode forçar acordos regionais onde é possível, como é o caso de Brasília. O governador pode tirar vantagem com o enfraquecimento da candidatura de Ciro Gomes, pois sempre defendeu um acordo entre os dois partidos.

    Antes desse novo fato, a formação do blocão (ou centrão) e o apoio ao tucano Geraldo Alckmin embalaram o acordo fechado entre o Democratas e o PSDB na terça-feira (31).

    Hoje, o deputado Alberto Fraga (DEM) disse que mantém as negociações com o deputado Izalci Lucas se a direção nacional não interferir. De quebra, deixa o palanque do colega Jair Bolsonaro, companheiro de arma e de discurso.

    Entretanto, Izalci pode ter problemas dentro do tucanato regional, porque o Ministério Público pediu seu afastamento da direção do partido. É a deixa para novos capítulos numa articulação bastante atribulada.

    Falando para as meninas - Numa rara declaração pública às jornalistas Ana Maria Campos e Helena Mader, do CB, José Roberto Arruda segue o scrip do blocão nacional.  

    “Meus candidatos são Fraga para o governo, Izalci para o Senado e, principalmente, Flávia Arruda (a esposa) para deputada federal”. Arruda jurou de pés juntos que não concorre nesta eleição nem por uma brecha jurídica. Está inelegível por condenação em segunda instância.

    Mas se até Lula da Silva (PT), preso em Curitiba desde abril sonha em concorrer à Presidência, porque o ficha suja Arruda não poderia sonhar também em disputar o governo distrital? Sua presença na campanha daria mais um ingrediente a uma eleição que apresentou, até agora, muitos lances e poucas propostas.

    “O Rosso apoia o Alckmin, e o Cristovam declarou que fará palanque para Marina Silva (Rede). Qual é o problema do meu apoio, então? Bem, ele o terá. Basta que mantenha Izalci”, declarou Fraga na matéria de Manoela Alcântara e Gabriella Furquim, do Metrópoles.

    Arruda sugeriu Flávia para a vice na chapa do DEM-PSDB-PR-DC, assim como Paulo Octávio apontou a esposa, Anna Kubitschek, também para vice numa composição mais ampla com o PP à bordo, outro partido do blocão.

    Solteiro, casado e amarrado - O peso dos diretórios nacionais também teve influência no desacordo do PTB com a Terceira Via do senador Cristovam Buarque (PPS). O ex-deputado Roberto Jefferson enquadrou Alirio Neto que, de pré-candidato solteiro ao Palácio do Buriti, passou a ser vice na chapa de Eliana Pedrosa (Pros), a mesma que disse que vai privatizar muita coisa no Distrito Federal.

    O PR também não escapou. Valdemar da Costa Neto continua dando as cartas após Jofran Frejat abandonar a campanha. Seria dele o aval para que o PR ficasse como coadjuvante no acerto entre Democratas e PSDB.

    O PR foi fundamental para a construção do blocão e depois o apoio a Geraldo Alckmin. Nesse processo, dançou o presidenciável Ciro Gomes, que ficou também sem o PSB a nível nacional.

    O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, travou as pretensões das lideranças pedetistas distritais. E não é segredo para ninguém que o ex-ministro do Trabalho deseja que o PDT faça uma coligação com Rollemberg. No meio das articulações, foi rifado o deputado distrital Joe Valle, que pensou em ser candidato a governador. Por essa mesma regra, a pré-candidatura de Peniel Pacheco também não vingará.

    Para compensar, ou Peniel ou Vale, pode ser candidato ao Senado na coligação que deverá ser fechada com PSB, PV e Rede.

    Até o PRP, do general Augusto Heleno, mexeu seus pauzinhos em Brasília. Heleno sonhou em ser vice na chapa de Jair Bolsonaro. A direção nacional disse “não” e o general voltou para a ordem unida de pedir votos ao Senado.