• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 17 de outubro de 2018 18:34:24
Misto Brasília - Por Gilmar Correa
  • 11/06/2018 14h37

    O péssimo exemplo do presidente do Senado

    Presidente do Senado abandona o cenário de crise para uma viagem paga com dinheiro nosso

    Senador Eunício faz viagem bate-e-volta na crise paga com dinheiro público/Arquivo

    O presidente do Senado Federal, senador Eunício Oliveira (MDB), deu um péssimo exemplo hoje (24) ao sair de Brasília para um “compromisso” em Fortaleza. Abandonou Brasília num momento que não poderia.

    Provavelmente pela pressão da crise que não percebeu quando saiu da capital federal nesta manhã, retorna à tarde e anuncia uma reunião no início da noite com os líderes. “É para discutir a crise”, informou a assessoria do Senado Federal.

    Eunício não pagou do próprio bolso a viagem inusitada de ida e volta, um bate-e-volta caprichosa. Faz uso recorrente uso de recursos e estrutura pública para esta viagens de interesse próprio.

    Aliado de Ciro Gomes (PDT) numa engenharia política no Ceará, o presidente do Senado sugere fritar o governo Temer, de que é aliado, junto com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DE-RJ), que insiste na ideia de ser pré-candidato à Presidência da República. Nesse jogo político, a ideia é descolar de uma administração marcada pelos erros, prisões e corrupção.

    Mesmo com a crise política que persiste há quatro anos, Eunício Oliveira e seus aliados parecem não atentar para a gravidade econômica que o Brasil assiste neste momento. A ponta mais visível desta situação é a greve dos caminhoneiros, movimento que continuará com prejuízos para todos os brasileiros.

    A falta de produtos nas prateleiras e a suspensão do fornecimento de combustíveis será ainda mais grave à medida que o tempo passa. O fato é que a situação está piorando rapidamente. Ontem, eram 381 pontos de bloqueio de caminhoneiros. Hoje, o número é de 431.

    Para a classe política, no entanto, parece que o mundo é outro. E, infelizmente, não dispensam o dinheiro público para fazer a política partidária cartorial. Lamentável.