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  • Contato Brasil, 18 de outubro de 2017 08:55:14
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Misto Brasília - Por Gilmar Correa
  • 14/08/2017 11h16

    Somos apenas o rebanho dos predadores

    Os políticos, que são os predadores, só estão brigando pela manada que são os eleitores

    Os predadores estão se olho apenas na manada, os eleitores/Arquivo/Planeta

    O desenho do cenário político para 2018 indica que a renovação não será tão significativa, como se pensava. Nas eleições municipais de 2014 o resultado das urnas também não mostrou mudanças.

    Nem mesmo João Dória, em São Paulo, pode ser classificado como um candidato novo. Foi o produto de um bom marketing elaborado a partir de uma costura política competente, dentro de um partido que há anos domina as eleições regionais.

    Nas eleições suplementares do Amazonas, o domingo passado consolidou as lideranças de velhas raposas da política local. Nada de novo.

    Pode ser um fenômeno do estado do Amazonas, mas deveria sofrer alguma interferência dos acontecimentos nacionais. Não foi o que aconteceu. Amazonino Mendes e Eduardo Braga estão no segundo turno. Os demais candidatos que disputaram as eleições também representam um velho modelo da política partidária.

    Nas eleições municipais como no pleito suplementar amazonense, as abstenções foram relativamente pequenas. Sim, porque se for levada em conta as críticas diárias aos políticos, os índices de 24% a 30% são um prêmio.

    A briga dos políticos não é por mudanças no sistema, mas pelas presas, o eleitor. E esta espécie de predadores se reproduz muito bem. Basta olhar as famílias que dominam os redutos eleitorais. Pai, filho, prima, marido, mulher, sobrinho...

    Faça as contas e observe os parentescos nas prefeituras, nos governos e nos parlamentos (Congresso, assembleias legislativas, câmaras de vereadores).

    Há um acordo que não é formal para preservação da espécie. Os políticos (os crocodilos, os leões, os tigres, os lobos e hienas, enfim, os predadores) estão apenas brigando pela manada. A comparação feita pelo jornalista Ricardo Boechat tem sentido quando se percebe que a mais importante das reformas, a política, patina há anos no Congresso Nacional.

    reforma política que hora se comenta no Congresso deve avançar apenas na criação de um Fundo Partidário de R$ 6 bilhões – pago pela manada, o contribuinte. E ponto final.