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  • Contato Brasil, 24 de novembro de 2017 11:06:31
Misto Brasília - Por Gilmar Correa
  • 03/04/2017 09h57

    O mês do descobrimento e de Tiradentes

    As incertezas incomodam muito mais a classe política, mas a economia também não anda bem

    Tiradentes sendo condenado ao enforcamento/Arquivo/Tela/Reprodução

    Março terminou. Entramos em abril no mesmo ritmo de incertezas, ou como como pode ser visto de outro lado, certezas sobre as incertezas no quadro político nacional. Novas denúncias irão cercar caciques ilustres e de plumagens coloridas. Até o julgamento de terça-feira, no Tribunal Superior Eleitoral, é uma incógnita que incomoda.

    Dias desses, um executivo importante de uma multinacional de cartões de crédito comentava que, teoricamente, o país não iria “suportar” uma nova troca de comando no Palácio do Planalto. O quadro econômico exige - segundo este senhor numa conversa informal - que o país precisa urgente entrar nos eixos. A economia carcomida ameaça o capital e o trabalho.

    Os 13,5 milhões de desempregados já era um número previsto no ano passado. As notícias nessa área não eram das melhores e parece que devem continuar nessa mesma batida.

    O envolvimento de todo o sistema político em pagamentos de propinas e maquiagens contábeis é uma dura realidade. E o salve-se quem puder é a ordem do dia. O quadro fica bem mais complicado com a corrida às eleições de 2018.

    Muita gente já está olhando o cenário de olho no próximo ano. Daqui a um ano, ministros, secretários e todo o tipo de gestor e político vai cair em campo em busca de votos. Mas o cenário, como já foi dito, é de incertezas. O eleitorado está arredio e a reforma política que poderia colocar alguma ordem nesse cenário não vai sair.

    Com tantos interesses em jogo, a proposta da reforma mais uma vez ficará no meio do caminho. O quadro ficará bem mais confuso se acontecer as eleições para o mandato tampão ao Planalto. E, se a justiça eleitoral trabalhasse como deveria, em pelo menos dois estados a consulta indireta poderia também acontecer.

    Enfim, abril começa como abril do ano passado. Naquela época, Dilma Rousseff se preparava para deixar o Alvorada e o discurso do “golpe” embalava as esquerdas, que hoje atacam o juiz Sérgio Moro e sonham com a candidatura de Lula da Silva. Nem isso, como todo mundo sabe, também é um tiro no escuro.