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  • Contato Brasil, 20 de novembro de 2017 05:33:03
Misto Brasília - Por Gilmar Correa
  • 19/01/2017 20h07

    Uma morte que precisa ser honrada

    Teori Zavascki representava a esperança do país em realizar uma faxina na metástese da corrupção

    Teori Zavascki foi advogado catarinense e tinha respeito no meio jurídico/Arquivo/STF

    A morte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki - confirmada pelo seu filho Francisco no Facebook -, criou um grande ponto de interrogação. Além das dúvidas sobre as causas do acidente, a maior questão é a continuidade do maior processo jurídico da História recente.

    O envolvimento de figuras importantes da política e do PIB brasileiro na Operação Lava Jato, abre um cenário de dúvidas sobre a continuidade e rapidez no julgamento dos envolvidos. Muitos desses personagens ainda não foram citados como réus pela Suprema Corte.

    A consternação se mistura a um gosto amargo de impotência. O catarinense Teori Zavaski iria se pronunciar em fevereiro sobre a legalidade das delações premiadas, que atingem toda a República, inclusive o próprio presidente Michel Temer, além do ex-presidente Lula da Silva.

    Explicar como foi o acidente é importante para não deixar dúvidas sobre a possibilidade de um atentado. O próprio filho do ministro chegou a sugerir ameaças por conta da importância do trabalho do pai.

    O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Roberto Veloso, cobrou, a rápida investigação da queda do avião. ”Diante das altas responsabilidades a ele atribuídas, em especial a condução dos processos da Lava Jato no STF, é imprescindível a investigação das circunstâncias nas quais ocorreu a queda do avião em que viajava".

    O juiz Sergio Moro disse que estava “perplexo”. Disse que era um “exemplo para todos os juízes, promotores e advogados deste país. Sem ele, não teria havido a Operação Lava Jato”, disse o juiz.

    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que na “relatoria da operação, o ministro não hesitou em adotar medidas inéditas para a Suprema Corte, a pedido do Ministério Público Federal”.