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  • Contato Brasil, 19 de março de 2019 03:10:37
Humberto Azevedo
  • 30/01/2019 14h03

    Manifestante com a "amarelinha" se joga no espelho d'água do Congresso

    Seguranças do Poder Legislativo conseguiram convencer possível manifestante de se retirar do local

    Imagem de celular flagra possível manifestante no espelho d'água do Congresso Nacional

    Um possível manifestante com a camisa da seleção brasileira, com a "amarelinha" como é conhecida, ou um adepto do movimento dos "coletes amarelos" que sacode às ruas francesas contra as reformas do governo daquele país, se jogou no espelho d''água em frente ao Congresso Nacional na tarde desta quarta-feira, 30 de janeiro, por volta das 14 horas e se recusou a sair, apesar dos pedidos feitos pelos policiais legislativos que fazem a segurança da Câmara dos Deputados.

    O homem ficou todo o tempo em que estava no espelho d'água sentado argumentado com os seguranças. Ao sair, por volta das 14h15, resolveu se entregar às autoridades onde foi encaminhado a um veículo automotivo das Polícia Legislativa. Após a saída do possível manifestante, um policial foi até o local onde ele se encontrava e retirou dali mergulhada na água uma arma de cor preta que ali fora deixada pelo possível manifestante. Mais tarde a Polícia Militar divulgou que a arma seria de brinquedo.

    O episódio aconteceu logo após que o presidente do Supremo tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, expediu uma decisão autorizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que se encontra encarcerado na sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR), cumprindo pena por corrupção passiva referente ao processo que ficou conhecido como do "triplex" do Guarujá, para ir a São Paulo e poder se reencontrar com familiares em virtude do falecimento de seu irmão, Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, que foi enterrado nesta quarta às 13 horas no cemitério Pauliceia em São Bernando do Campo (SP).

    Como a decisão expedida pelo ministro Toffoli era, ainda, proibitiva de Lula ir até o enterro, alegando razões de segurança, e ocorrendo 15 minutos antes da realização do enterro, o próprio ex-presidente informou por meio de seus advogados que não se submeteria "ao circo" do ex-juiz Sérgio Moro, atual superministro da Justiça e da Segurança Pública, que lhe condenou em primeira instância, "armou".

    De acordo com o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), o ex-presidente "não tem motivos para se encontrar às escondidas com a família como se isso fosse um favor do MPF (Ministério Público Federal) e do Judiciário da turma da Lava jato".

    O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou, em tom de ironia, que esta foi "a primeira decisão judicial da história em que se determina a um morto que vá ao encontro de um vivo que quer se despedir dele". O petista pernambucano afirmou, ainda, que "o Brasil, realmente, está inovando em matéria de Direito".