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  • Contato Brasil, 19 de março de 2019 03:16:19
Humberto Azevedo
  • 22/01/2019 15h50

    PT, PSB e PSOL lançam frente parlamentar de oposição ao governo Bolsonaro

    Os três partidos terão juntos 97 deputados; As três legendas aguardam, ainda, posição de PCdoB, PDT e Rede para que o bloco oposicionista possa ter 136 parlamentares na Câmara

    No encontro que aconteceu na sede da liderança do PT na Câmara, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, argumenta como devem ser as ações no âmbito do Congresso dos partidos que farão oposição ao governo Bolsonaro

    (Brasília-DF, 22/01/2018) Após reunião conjunta entre os presidentes nacionais do PT, PSB e PSOL, os três partidos anunciaram o lançamento de um bloco de oposição que reunirá os parlamentares das três legendas ao governo do presidente Jair Messias Bolsonaro.

    Os três partidos terão juntos 97 deputados e 09 senadores. As três legendas aguardam, ainda, um posicionamento das executivas nacionais do PCdoB, do PDT e da Rede Sustentabilidade para que o bloco oposicionista possa alcançar 136 parlamentares na Câmara, além de 18 senadores.

    A reunião que era aguardada como do apoio dos três partidos a candidatura do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) à presidência da Câmara não chegou a discutir este ponto específico. Pois, o deputado João Henrique Caldas (PSB-AL) também concorre a cadeira de presidente da “Casa do povo”.

    “Foi um bom debate político sobre a importância que temos nesta conjuntura de ter a oposição unida, organizada e firme na defesa do povo brasileiro. E tiramos o encaminhamento que é convidar o PCdoB, o PDT e a Rede para uma reunião e a se unir a estes três partidos nessa organização aqui dentro da Casa. Essa é a deliberação que tiramos da reunião dos três partidos”, falou a ainda senadora petista Gleise Hoffmann que a partir de 1º de fevereiro passa a exercer o mandato de deputada federal pelo Paraná.

    “É necessário um esforço conjunto para atrair toda a esquerda e centro-esquerda, além de todas as forças políticas que se opõem e tem contradições com o governo Bolsonaro que já demonstra que será desastroso sob o ponto de vista do desenvolvimento do país e regressivo do ponto de vista das políticas sociais e daí a importância de unir forças para que possamos fazer o enfrentamento e honrar a questão de oposicionista que os eleitores nos colocaram”, complementou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

     

    Sem apoio à Maia

    Siqueira descartou mais uma vez qualquer possibilidade do PSB apoiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidente da Câmara como já feito anteriormente. O principal argumento que impede um novo apoio à Maia é que o deputado do DEM obteve o apoio oficial do PSL, partido do presidente Bolsonaro.

    “Não há a menor chance do nosso partido se aliar ao Rodrigo Maia. Isso já está absolutamente descartado porque ele é o candidato de Bolsonaro e nós temos que honrar a nossa condição de oposicionista e estarmos no bloco da oposição”, emendou.

     

    Agenda comum

    “Essa reunião de hoje consolida uma visão do enorme desgaste que está tendo o governo Bolsonaro. Por isso a proposta é, inclusive, de recolocar para o PCdoB e o PDT – aliados históricos – que venham para o bloco para termos uma agenda comum que será contra o retrocesso civilizatório e dos costumes e contra a agenda reacionária de retirada de direitos da proposta [do superministro da Economia] Paulo Guedes”, completou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

    Participaram também da reunião o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), o líder da oposição na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), o deputado Tadeu Alencar (PSB-PE) e o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros.