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  • Contato Brasil, 19 de agosto de 2018 18:09:38
Humberto Azevedo
  • 01/08/2018 16h10

    Manuela é anunciada candidata ao Palácio do Planalto, mas decisão pode ser revista

    Ex-deputada federal e atual deputada estadual no RS, a jovem de 36 anos que é cotejada pelo também presidenciável para compor a sua chapa pode surpreender na eleição do dia 07 de outubro atraindo grande parcela do eleitorado jovem e da militância feminina

    Foto da Agência BLOOMBERG VIA GETTY IMAGES

    (Brasília-DF, 01/08/2018) Manuela Dávila foi oficializada nesta quarta-feira (1º de agosto) candidata à Presidência da República pelo PCdoB. A gaúcha de 36 anos que atualmente é deputada estadual no RS já foi deputada federal por dois mandatos consecutivos.

    Mas a decisão da convenção nacional do PCdoB de lançá-la oficialmente candidata ao Palácio do Planalto pode ser revista até o próximo dia 15 de agosto, data em que serão registrados junto à Justiça Eleitoral todos os candidatos que concorrerão na eleição do dia 07 de outubro.

    O senão da candidatura Manuela à Presidência da República depende de basicamente dois fatores: caso o PSB decida se juntar ao PT na disputa presidencial, os comunistas abandonariam o projeto encabeçado por Manuela para se aliar as tradicionais legendas do campo da esquerda. Um outro cenário, este cada vez mais diminuto – mas não descartado completamente, é o do PCdoB apoiar a candidatura do já presidenciável Ciro Gomes do PDT.

    De qualquer modo, o que foi acertado hoje pode ser alterado dias depois; ou não. A depender da atual conturbada conjuntura política.

     

    Alckmin

    Neste 1º de agosto, o ex-governador de SP que disputará pela segunda vez a corrida presidencial teve consolidado o apoio que o Partido Republicano Brasileiro (PRB) – ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) – lhe dará já em primeiro turno.

     

    Nova pesquisa

    Foi divulgada hoje pelo site Poder360 uma nova pesquisa que aponta que o capitão-deputado Jair “Messias” Bolsonaro (PSL-RJ) lidera a corrida presidencial com 20%. Na sequência vem Ciro Gomes com 13%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 09%, Marina Silva (REDE) com 06% e Álvaro Dias (Podemos) com04%.

    Detalhe importante desta pesquisa é que o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad do PT, que ainda não é candidato devido a legenda insistir em lançar o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – encarcerado em Curitiba – aparece com 05%.

     

    Votos consolidados

    A pesquisa do Poder360 não informa o percentual que Lula teria visto que o ex-presidente não foi apresentado como candidato. A medição aponta apenas que Lula teria 27% de votos consolidados. Neste quesito o capitão-deputado aparece em 2º lugar com 08%, seguido de Ciro Gomes (PDT) com 07%, Alckmin com 06% e Marina Silva com 03%.

    Com a retirada das intenções de votos consolidados direcionados a Lula, dois nomes do PT aparecem 04% e 02% de votos consolidados respectivamente, Haddad e o ex-governador da Bahia Jacques Wagner.

     

    Rejeição

    A pesquisa divulgou, ainda, a rejeição dos candidatos. Bolsonaro neste quesito também lidera com 65% de eleitores que afirmam não votar nele de jeito nenhum. A segunda maior rejeição é Alckmin que aparece com 62% de apontamentos de eleitores insatisfeitos ao seu nome. Ciro é o terceiro mais rejeitado com 60%. Mesmo percentual de Lula e Marina Silva. Os petistas Haddad e Jacques Wagner têm 57% e 55% de rejeição respectivamente.

     

    Dicas de leitura

    Vamos Falar de Epistemologia Favelada!;

     

    Portugal e a escravidão africana;

     

    Entrevista com Bolsonaro provoca mais de 60 mil tuítes por hora sobre pré-candidato - Sabatina mobiliza 717.308 publicações no Twitter em 12h; debate se dividiu em dois principais grupos: um contra (54,28%) e um a favor (25,96%);

     

    Ecos de um discurso: investigando porquês de tanto ódio - O fundo social escravocrata do Brasil e os posteriores caminhos conservadores e autoritários de modernização capitalista fornecem coordenadas gerais de explicação do ódio destrutivo ao Lula;